O Ministério Público do Rio Grande do Sul emitiu uma nota sobre uma fala, supostamente racista, de um promotor durante uma audiência em São José do Norte. A advogada que atuou no caso pediu que a frase: “se o réu tivesse recebido chibatadas quando criança, talvez, não estivesse sendo julgado naquele momento”, constasse na ata da sessão do Tribunal do Júri.
No documento, o MP diz que não compactua com esse tipo de conduta. A instituição determinou a instauração de expediente administrativo para apuração dos fatos junto à Corregedoria- Geral do MPRS e afirma que tomará todas as providências legalmente cabíveis.
A defensora Aisllana Zogbi da Silva, que representa o acusado, que é negro, esperou sua vez de falar, expressou espanto diante da fala e pediu para o promotor estudar o contexto histórico do Brasil. Ela atuava no júri pela Defensoria Pública e afirma que só não pediu a prisão em flagrante por respeito à dinâmica do processo. Porém, após ouvir o promotor considerar que errou, mas ganhou o caso, ela o denunciou à Corregedoria. Aisllana também atuou no caso da indígena que morreu no ano passado após ter 30% do corpo queimado por um aparelho de fondue, em um restaurante no dia de sua formatura.
Rio Grande
Em Rio Grande, foi condenada a 21 anos e quatro meses de prisão a mulher acusada de ter mandado matar o próprio pai em 2021, em Povo Novo. Após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Foram três dias de julgamento que resultou ainda na condenação de mais dois réus a 16 anos.
Atuaram no plenário, representando o MP, os promotores de Justiça Leonardo Giron e Lúcia Helena Callegari, integrante do Núcleo de Apoio ao Júri do MPRS. Um dos acusados foi absolvido e o Ministério Público analisa a possibilidade de recurso. O Ministério Público também considera recorrer para pedir o aumento das penas.