Anunciado no dia 15 de agosto na Unidade Básica de Saúde (UBS) Guabiroba, o exame com tecnologia PCR para rastreamento do câncer de colo do útero ainda não foi aplicado em Pelotas. O método pioneiro no Brasil foi divulgado pelo secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, que esteve no posto de saúde e garantiu que o município é uma das 12 cidades do país a disponibilizar essa tecnologia.
De acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Pelotas, o teste ainda não foi utilizado porque o Laboratório Central (Lacen) dispõe de RT-PCR para HPV, mas não possui citologia líquida, exame indispensável para iniciar o rastreamento. Os representantes do Lacen já se comprometeram a providenciar o recurso, e a prefeitura aguarda o retorno.
O novo método foi analisado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), com um período de testes em Pernambuco antes de ser ampliado para mais municípios brasileiros. Desde então, têm sido oferecidos treinamentos e acompanhamentos para as equipes que irão coletar as amostras dos exames.
Segundo o secretário, o teste vai ajudar a melhorar o diagnóstico, aumentar a capacidade de detecção e terá um importante impacto no acompanhamento dos casos. Pelotas foi escolhida pela forte vinculação com as universidades e pela capacidade de alcance da atenção à saúde da família no município.
Processo
A coleta para o exame de PCR é similar à do papanicolau, porém é menos invasiva e mais eficaz, além de poder ser realizada com menor periodicidade. O PCR é um teste molecular que detecta a presença do DNA do papilomavírus humano (HPV) em amostras coletadas das pacientes.
O novo método é mais eficaz e permite, além da detecção, a identificação dos tipos específicos de HPV presentes no organismo. A sigla PCR, que significa “reação em cadeia da polimerase”, tornou-se conhecida nos últimos anos por ser utilizada em exames de Covid-19.