A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Dercap) e da Delegacia Regional de Camaquã (29ª DPRI), deflagrou a Operação Regalia, que mira um esquema de corrupção dentro do sistema prisional da região Sul.
As investigações, que apuram fatos ocorridos entre 2020 e 2023, contam também com apoio da Corregedoria da Polícia Penal, responsável por medidas administrativas. Ao todo, 80 policiais civis cumprem mandados de busca e apreensão nas cidades de Camaquã, Tapes, São Lourenço do Sul, Canguçu e Rio Grande.
O que apura a investigação
Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia agentes públicos, servidores municipais e detentos, em práticas que configurariam corrupção ativa e passiva, fraude processual e facilitação de entrada de ilícitos. Entre as ações constatadas estão:
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Entrada irregular de celulares e drogas nas prisões;
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Pedidos de propina em troca de benefícios a detentos;
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Transferências dirigidas de presos para favorecer custodiados específicos;
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Sabotagem de ordens judiciais, com retirada de celulares antes de operações policiais.
Como a rede funcionava
A investigação começou a partir de interceptações telefônicas e provas compartilhadas pela Delegacia de Camaquã. As apurações revelaram uma rede de favorecimento que garantia regalias a presos em troca de vantagens financeiras e influência externa.
