‘Me sinto confortável como vereador de situação’, diz Jurandir

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‘Me sinto confortável como vereador de situação’, diz Jurandir

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Atualizado terça-feira,
26 de Julho de 2025 às 10:08

‘Me sinto confortável como vereador de situação’, diz Jurandir
Jurandir foi reeleito vereador para seu segundo mandato (foto: Eduarda Damasceno)

Após um mandato como vereador de oposição, Jurandir Silva (PSOL) entrou em seu segundo mandato como o líder do governo de Fernando Marroni (PT) na Câmara. No primeiro semestre da legislatura, o parlamentar enfrentou as críticas da oposição e os atritos nas relações entre os próprios vereadores e da Câmara com o governo.

Apesar dos desafios de liderar o governo, Jurandir considera que é melhor ser base do que oposição. “Me sinto mais confortável neste momento na situação em que estou, um vereador de situação, porque posso fazer a crítica identificar um problema, receber uma demanda da população e buscar solução para aquilo”, disse.

O líder do governo avalia que os problemas enfrentados no começo do ano refletem uma mudança na forma de relação entre os poderes. “Nós estamos vivendo uma situação que é nova e desafiadora para todo mundo, e evidentemente isso tem, especialmente neste primeiro semestre, um impacto brutal, que são novas estruturas se consolidando”, avalia.

O líder do governo destaca como uma das principais pautas da gestão a autorização do financiamento de R$ 125 milhões para a construção das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) Engenho e Simões Lopes, o que permitirá uma ampliação do tratamento de esgoto para 80% em Pelotas. “Vai ter duas obras grandes nos próximos anos que vão garantir isso. É muito importante uma coisa dessas, é um fenômeno e é histórico”, avalia.

‘Estamos perdendo tempo’

Embora o governo tenha aprovado a maioria dos projetos enviados à Câmara, a relação entre os poderes sofreu alguns abalos. Um dos motivos é o volume de vetos do prefeito Marroni a projetos aprovados pelos vereadores. 

O principal motivo de veto são os chamados projetos autorizativos, em que o Legislativo permite que o governo execute algum programa, mesmo em casos em que o tema não é de prerrogativa da Câmara. 

Na avaliação de Jurandir, a discussão sobre os vetos chega a tomar 80% do tempo de algumas sessões. “Estamos perdendo tempo e espaço de reflexão, energia física, energia política, energia elétrica da Câmara em uma discussão que não está tendo muito resultado”, considera.

Candidatura em 2026

Jurandir já foi candidato a deputado estadual e em 2022 ficou como o primeiro suplente do PSOL para deputado federal. Para 2026, no entanto, ele ainda não confirma a participação na disputa. “Eu ainda não estou pensando nesse tema, mas o PSOL terá candidato, com certeza”, disse.

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