A Polícia Civil de Pelotas prendeu dois homens e uma mulher suspeitos de integrar uma rede de tráfico de drogas, que atuavam principalmente pelas redes sociais. A ação foi coordenada nesta quinta-feira (17), pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Pelotas, após quase cinco meses de investigação.
De acordo com a delegada Walquiria Meder, responsável pelo caso, o grupo comercializava drogas sintéticas, como ecstasy, LSD, MDMA, cogumelos alucinógenos, além de produtos derivados da maconha, manipulados com alta concentração de THC, conhecido como ICE ou “super maconha”.
Os criminosos também criaram uma marca, vendendo os entorpecentes com logotipo e adesivos próprios, direcionados a um público seleto, geralmente de classe média alta, por meio de uma conta no Instagram.
Durante o mandado de busca e apreensão, com apoio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), foram localizados diversos tipos de drogas, balanças de precisão, dinheiro em espécie, além de materiais utilizados para a produção dos entorpecentes.
Segundo a delegada, a “super maconha” – com efeito aproximadamente 10 vezes maior que a comum – era produzida pelos próprios criminosos, e vendida a um preço aproximado de R$ 130,00 o grama.
Ainda conforme a delegada, os suspeitos também responderão por tentativa de homicídio, após avançarem o carro contra os policiais durante a abordagem.
Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados aos presídios de Pelotas e Rio Grande.
