Experiências se cruzam na volta da emissora mais antiga do Rio Grande do Sul

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Experiências se cruzam na volta da emissora mais antiga do Rio Grande do Sul

Reestreia da Pelotense nesta segunda-feira resgata memórias e renova expectativas de ouvintes

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Experiências se cruzam na volta da emissora mais antiga do Rio Grande do Sul
Carlos Cauã Xavier, de 19 anos, e Clesis Crochemore, de 74, estão na expectativa pelo retorno da Pelotense. (Foto: Jô Folha)

A reestreia da Rádio Pelotense nesta segunda-feira (7) instiga a expectativa de diferentes públicos. Para muitos, trata-se de um reencontro com uma velha conhecida – a rádio mais antiga do RS, que marcou gerações. Enquanto isso, para outros, a nova página na história da emissora tem o destaque. Com a diversidade de olhares, a volta da rádio mobiliza tanto os que sintonizavam no passado quanto quem cresceu ouvindo histórias sobre ela.

Uma das ouvintes assíduas da antiga Pelotense era Clesis Crochemore, de 74 anos. Nascida na zona rural da cidade, ela cresceu em um contexto em que o rádio ocupava uma posição central no cotidiano. Envolvida em nostalgia, associa a emissora a uma escuta noturna em momentos em família. “Me acostumei a ouvir rádio, mesmo de pequena, e sempre gosto”, conta.

Com preferência por um jornalismo imparcial e autônomo, Clesis gosta de estar por dentro das principais notícias de Pelotas e região, mas sem renunciar a uma boa música. E é justamente nesse sentido que está voltada a programação da nova Pelotense. A grade já a agradou desde os primeiros anúncios. “Das seis da manhã até às dez da noite, jornalismo sem parar. Eu me encanto disso”, comenta.

Entusiasmada, ela parabeniza o grupo A Hora por resgatar um veículo tão importante para a comunidade, e recorda: há exatamente um ano, o presente foi a volta do jornal impresso. O sentimento de pertencimento e valorização local renovado é um dos reflexos que a ouvinte espera carregar do jornal para impresso para as ondas da 95.5 FM a partir de segunda. “A gente tem motivos de júbilo por estar vivendo esse momento”, define.

Outra visão

Embora tenha nascido em meio ao “boom” tecnológico, o estudante do primeiro semestre de Jornalismo na UFPel, Carlos Cauã Xavier, de 19 anos, tem boas lembranças ao ouvir o nome da emissora. A Rádio Pelotense, conforme narra, era o elo que conectava o avô do rapaz à sua maior paixão: o Grêmio Esportivo Brasil. “Meu avô era uma pessoa que gostava muito do rádio […] ele pegava o radinho dele, botava na Pelotense e ouvia”, conta.

Apaixonado pela narração esportiva, Carlos detalha como o rádio tem a capacidade de criar memória afetiva. As inúmeras transmissões que ele ouvia com o avô não só foram parte do cotidiano, mas formaram a identidade profissional do jovem. “Hoje em dia eu posso dizer que elas fazem parte da minha história. Fazem parte do meu trabalho em si como narrador”, afirma o estudante.

Para ele, a volta da Pelotense representa mais do que recordar do tempo em que ficava o seu avô, mas uma oportunidade de fortalecer o jornalismo local e retomar a tradição esportiva da cidade. “Espero que a Pelotense volte ao patamar de onde nunca deveria ter saído.

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