Três meses sem a Usina

Editorial

Três meses sem a Usina

Atualizado quinta-feira,
03 de Abril de 2025 às 10:58

Três meses sem a Usina
Foto: Eduardo Tavares/PAC

É preocupante o silêncio do governo federal no que tange a Usina Termelétrica Candiota 3. Fechada desde 1º de janeiro, cada dia que passa prejudica um pouco mais a potencialidade econômica de Candiota. Perde-se impostos, dinheiro, empregos e confiança. Afinal, o que faz com que Brasília enrole tanto para dar o canetaço? Qual o motivo para tamanha falta de respostas? Tudo isso acende a preocupação da região e fazem bem as lideranças de manter peregrinação até o Planalto Central para manter a pressão elevada por uma solução.

Pelo sim ou pelo não, a incerteza é sempre o pior dos cenários. Se confirmada a desconfiança dos bastidores, que dão conta de que o governo federal aguarda a COP30 passar para tomar uma decisão, além de angustiante, o cenário é cruel. O evento ambiental é só em outubro e Candiota e a Zona Sul não podem esperar dez meses até Lula e sua equipe voltarem o olhar para cá. A questão ambiental é urgente e deve ser uma das bandeiras do país e da sociedade, mas o município tem apresentado dia após dia relatórios mostrando a qualidade do ar e a importância social da manutenção da planta.

O modelo usado não terá vida longa, a própria comunidade de Candiota entende isso. Mas o fechamento abrupto, sem transição e sem respostas sobre a continuidade ou não é o que torna tudo pior. Mais do que a Medida Provisória que permite o funcionamento da indústria, é preciso entender como será feito o processo de adaptação e futura sucessão da geração de energia.

O fato é que hoje a Termelétrica é importante por diversos motivos: justifica-se sua permanência pelo formato com critérios de qualidade ambiental, pela geração de emprego, renda e impacto econômico a toda uma cidade e pela necessidade de sua operação para garantia de energia alternativa à hidrelétrica, ainda frágil em momentos de enchente, por exemplo, além de custos bem mais baixos. O Rio Grande do Sul, o Uruguai e outras partes do Brasil têm em Candiota uma segurança que não pode ser derrubada de uma hora para outra.

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