“Após oito anos dedicados ao desenvolvimento tecnológico, continuo fascinada pelas possibilidades da transformação digital”

Abre aspas

“Após oito anos dedicados ao desenvolvimento tecnológico, continuo fascinada pelas possibilidades da transformação digital”

Beatriz Gioielli - Arquiteta e Urbanista

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Atualizado quinta-feira,
03 de Abril de 2025 às 11:59

“Após oito anos dedicados ao desenvolvimento tecnológico, continuo fascinada pelas possibilidades da transformação digital”
Beatriz atua com inovação digital.

Após uma experiência de trabalho em Valência, Espanha, Beatriz Gioielli descobriu sua paixão por trabalhar com inovação digital. De lá para cá, a arquiteta e urbanista optou por não seguir o caminho convencional de abrir um escritório e decidiu explorar tecnologias emergentes, como realidade aumentada e virtual, aplicadas ao setor construtivo.

Ainda existe diferença de gênero na área da inovação e tecnologia?

A disparidade de gênero persiste como uma realidade tangível, manifestando-se de formas, por vezes, sutis, mas significativas. O questionamento constante sobre a competência feminina continua a permear diversos segmentos do mercado, criando barreiras invisíveis, mas perceptíveis. Em minha experiência, identifico um padrão de exigência desproporcional direcionado às mulheres. Tanto clientes quanto investidores tendem a elaborar questionamentos notavelmente mais técnicos e desafiadores quando a interlocutora é uma mulher, criando um cenário onde precisamos constantemente reafirmar nossa competência.

Como você se sente sendo uma mulher empreendedora?

Empreender já faz parte de mim. A busca por soluções para problemas, o enfrentamento de desafios e, principalmente, a possibilidade de melhorar a vida das pessoas me motivam diariamente. Essa consciência de estar gerando impacto positivo é o que me faz levantar todos os dias: saber que estou contribuindo com as pessoas, mesmo que seja um pouquinho.

Quantos negócios você já teve? Precisou errar muito antes de acertar?

Atuo como empreendedora há mais de nove anos, período em que já estive à frente de três empresas: uma de modelo de negócios tradicional na área de desenvolvimento de software e duas startups. Recentemente, tive o privilégio de realizar meu primeiro exit e, atualmente, estou dedicada à minha segunda startup, a Nesos. Acredito que o segredo para nunca termos quebrado está no fato de sempre realizarmos testes e buscarmos feedback do mercado. Escutar seus clientes é um ponto crucial para a sobrevivência de uma empresa.

O cenário da inovação em Pelotas está mais maduro?

Primeiro, gosto sempre de ressaltar que, para ser inovador, não é necessário ser disruptivo. Melhorias em processos já existentes podem gerar soluções verdadeiramente inovadoras e de grande impacto. Criamos a Nesos, uma startup que apresenta uma abordagem inovadora para o mercado de criação de sites, principalmente ao identificarmos que, no Brasil, a digitalização de micro e pequenas empresas ainda representa um grande desafio. Os números são impactantes: mais de 60% das empresas não possuem um site próprio e mais de 30% não têm qualquer tipo de presença digital (nem site, nem redes sociais). Isso demonstra claramente que, para ser inovador, não é necessário desenvolver uma tecnologia disruptiva, mas sim responder a necessidades reais do mercado.
Como você atua sendo a Local Leader da South Summit Brazil?
O Rio Grande do Sul foi dividido em oito regiões estratégicas para a South Summit Brazil, cada uma com um representante local. Fiquei extremamente honrada em poder representar toda a nossa região sul, principalmente as cidades de Pelotas e Rio Grande. Na prática, a atuação como Local Leader envolve diversas responsabilidades: desde o mapeamento das startups e a identificação daquelas com maior potencial, passando pela orientação durante o processo de inscrição, até a articulação com instituições parceiras para fortalecer o ecossistema local de inovação.

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