Pelotense Paulo Barragan assume a direção geral do IGP-RS

Entrevista

Pelotense Paulo Barragan assume a direção geral do IGP-RS

Médico estava há dois anos como diretor do Departamento de Perícias do Interior (DPI)

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Atualizado segunda-feira,
24 de Março de 2025 às 09:34

Pelotense Paulo Barragan assume a direção geral do IGP-RS
Médico-legista já atua há 20 anos no IGP. (Foto: divulgação)

Paulo Barragan é o novo diretor-geral do Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul. Nascido e criado em Pelotas, o perito médico-legista estava há dois anos como diretor do Departamento de Perícias do Interior (DPI) e assumiu nesta semana a gestão do órgão, após a saída de Marguet Inês Hoffmann Mittmann, que pediu exoneração do cargo.

Ao longo de quase 20 anos no IGP, o médico participou de diversos casos marcantes no Estado, sendo o mais recente o do bolo envenenado em Torres, no qual acompanhou os processos de necropsias e exumação.

Em entrevista ao jornal A Hora do Sul, o pelotense conta sua trajetória frente ao IGP e a sua expectativa para a nova gestão. Apesar de ter assumido o cargo nesta semana, Barragan garante que já pensa em no futuro retornar à 3ª Coordenadoria Regional de Perícias (CRP), em Pelotas, para voltar para casa.

Qual a sua história no Instituto-Geral de Perícias?

Estou no IGP desde julho de 2005. Iniciei em Rio Grande. Fiquei muitos anos como médico-legista, e depois eu vim para Pelotas na função de coordenador da 3ª CRP.

Depois que trabalhei em Pelotas, eu vim para Porto Alegre, a princípio, na qualidade de médico responsável pelo Departamento de Perícias do Interior, sendo o diretor desse departamento. Depois houve algumas mudanças aqui e fui assumir o cargo de diretor do DML [Departamento Médico-Legal] e agora sim assumindo o cargo de diretor geral.

Como você recebeu a notícia de que seria o novo diretor geral do IGP? Qual o sentimento dessa conquista profissional?

Eu recebo com muita vontade de contribuir mais pelo meu órgão aqui, que é importantíssimo para todo o desenvolvimento da Justiça no nosso Estado. Nós é que somos os autores das provas, das perícias, que vão realmente embasar todos os inquéritos, tanto policiais como judiciais também.

Então essa responsabilidade que nós temos é muito grande e eu espero realmente que a gente consiga dar andamento ao bom trabalho que vinha sendo feito nos últimos anos aqui no Instituto. Realmente não era uma coisa que eu planejava, que agora não estava no meu radar, mas a gente como bom soldado tem que estar sempre pronto.

Quais os principais desafios frente à gestão do IGP?

Para a nossa região, o desafio que nós temos é a conclusão do processo do novo concurso, que vai permitir que a gente coloque mais peritos fixos na nossa região Sul. A mesma coisa acontece a nível estadual. Nós trabalhamos com demandas crescentes nos últimos anos e temos que fazer frente a isso através do ingresso de nossos profissionais.

Está previsto um concurso que o edital deve sair talvez nos próximos meses que será tanto de médicos legistas, como os peritos criminais, técnicos em perícias e papiloscopistas.

É o que nós precisamos para aumentar o nosso quadro para fazer frente a essas demandas que estamos enfrentando totalmente.

Qual a prioridade para os primeiros meses de gestão?

A minha prioridade agora, neste momento, é o concurso, porque nós estamos precisando de colegas para reforçar o nosso quadro. Dentro da nossa disponibilidade, pretendemos reforçar os vínculos que nós temos com todas as comunidades que nós abrangemos aqui em todo o Estado.

Como nós atendemos várias demandas, tanto do Judiciário quanto do Ministério Público e outras forças, nós temos que ir levando todo mundo mais ou menos para eles, dentro do que a gente pode atingir, para ajudar.

Para a nossa região, especificamente, nós vamos fazer a inauguração oficial da sede da 3ª CRP, em Pelotas. Estamos já em fase final de implantação, já estamos no prédio novo, mas temos que formalizar essa inauguração.

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