Após a audiência pública realizada na última quinta-feira, em que lideranças da região discutiram o modelo de pedágio do Polo Rodoviário Pelotas, o deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT) celebrou o avanço no diálogo em torno de pautas comuns da Zona Sul em entrevista ao A Hora do Sul. “Foi uma audiência pública extremamente representativa, que sirva sempre de modelo como forma de modelo para tudo aquilo que a gente tiver que disputar enquanto região”, avalia.
O deputado comemora a confirmação de que não haverá prorrogação de contrato e de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) irá assumir o trecho caso a licitação não seja concluída antes do fim do contrato. “O que precisamos agora é aguardar o término desse contrato que é nefasto para o desenvolvimento de toda a região, e que a partir da sua extinção a gente possa ver uma região mais competitiva”, afirma.
“Não é só um trauma, representa um período de retrocesso e de diminuição da capacidade de investimentos na região. Tivemos perdas de cargas, de mobilização em outras áreas como o turismo porque a nossa região encareceu”, diz, otimista com a perspectiva de melhores condições no futuro contrato.
Concessão sem obras
O deputado defende que as obras necessárias na região, como a conclusão do lote 4 da BR-392 e a segunda ponte sobre o canal São Gonçalo, não sejam incluídas no contrato de concessão. “Se colocarmos isso no preço dos pedágios, vai às alturas. Talvez o ideal seja que continuemos com a ideia de uma concessão para manutenção de qualidade da via e que consigamos tornar efetiva a possibilidade de obras pelo orçamento geral da União”, disse.
Quanto à possibilidade de adoção do sistema free flow, Lindenmeyer defende que o tema seja definido na audiência pública que será promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e pondera que há posições diferentes sobre o assunto.
Usina de Candiota
Outra pauta central da metade sul no começo de 2025 tem sido a desativação da Usina Termelétrica Candiota 3. Segundo o deputado, o Ministério de Minas e Energia já sinalizou a possibilidade de uma medida provisória que permita a retomada da termelétrica.
“Para fazer uma transição energética que seja compatível com a preservação empregos, e não simplesmente fechar. São em torno de cinco mil empregos diretos e indiretos”, diz. Ele espera uma resolução nas próximas semanas. “Se demorar muito, vamos começar a ver demissão de trabalhadores em massa”.