Lindenmeyer comemora avanço na discussão sobre pedágios

Entrevista

Lindenmeyer comemora avanço na discussão sobre pedágios

Deputado federal defende que nova concessão do Polo Rodoviário Pelotas não inclua obras para conter valores

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Lindenmeyer comemora avanço na discussão sobre pedágios
Parlamentar concedeu entrevista ao A Hora do Sul. (Foto: Henrique Risse)

Após a audiência pública realizada na última quinta-feira, em que lideranças da região discutiram o modelo de pedágio do Polo Rodoviário Pelotas, o deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT) celebrou o avanço no diálogo em torno de pautas comuns da Zona Sul em entrevista ao A Hora do Sul. “Foi uma audiência pública extremamente representativa, que sirva sempre de modelo como forma de modelo para tudo aquilo que a gente tiver que disputar enquanto região”, avalia.

O deputado comemora a confirmação de que não haverá prorrogação de contrato e de que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) irá assumir o trecho caso a licitação não seja concluída antes do fim do contrato. “O que precisamos agora é aguardar o término desse contrato que é nefasto para o desenvolvimento de toda a região, e que a partir da sua extinção a gente possa ver uma região mais competitiva”, afirma.

“Não é só um trauma, representa um período de retrocesso e de diminuição da capacidade de investimentos na região. Tivemos perdas de cargas, de mobilização em outras áreas como o turismo porque a nossa região encareceu”, diz, otimista com a perspectiva de melhores condições no futuro contrato.

Concessão sem obras

O deputado defende que as obras necessárias na região, como a conclusão do lote 4 da BR-392 e a segunda ponte sobre o canal São Gonçalo, não sejam incluídas no contrato de concessão. “Se colocarmos isso no preço dos pedágios, vai às alturas. Talvez o ideal seja que continuemos com a ideia de uma concessão para manutenção de qualidade da via e que consigamos tornar efetiva a possibilidade de obras pelo orçamento geral da União”, disse.

Quanto à possibilidade de adoção do sistema free flow, Lindenmeyer defende que o tema seja definido na audiência pública que será promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e pondera que há posições diferentes sobre o assunto.

Usina de Candiota

Outra pauta central da metade sul no começo de 2025 tem sido a desativação da Usina Termelétrica Candiota 3. Segundo o deputado, o Ministério de Minas e Energia já sinalizou a possibilidade de uma medida provisória que permita a retomada da termelétrica.

“Para fazer uma transição energética que seja compatível com a preservação empregos, e não simplesmente fechar. São em torno de cinco mil empregos diretos e indiretos”, diz. Ele espera uma resolução nas próximas semanas. “Se demorar muito, vamos começar a ver demissão de trabalhadores em massa”.

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