Na madrugada desta quinta-feira (17), as câmeras de segurança de um prédio flagraram uma mulher colocando fogo em uma coletora de lixo na rua Almirante Barroso. O registro não é de uma ação isolada, mas sim de um vandalismo frequente. Somente em 2023, foram 60 contêineres queimados, o que representa um prejuízo de R$ 120 mil para o município. Destinadas à coleta de lixo de comércios e prédios, as coletoras são importantes ferramentas para o gerenciamento de resíduos sólidos e preservação do meio ambiente.
Em 2023, foram recolhidas 17,5 mil toneladas por meio da coleta conteinerizada. Já neste ano, até o momento, foram 13,5 mil toneladas. Trabalho que poderia ser executado sem desperdício de dinheiro público se não fosse a necessidade de reposição frequente de coletoras incendiadas ou destruídas pelo vandalismo. A substituição é realizada pela terceirizada a serviço do Sanep, que operacionaliza a coleta de resíduos em Pelotas e a autarquia ressarce o valor de cerca de R$ 2 mil por contêiner.
A opinião de quem é impactado
Próximo da rua Almirante Barroso, na rua Álvaro Chaves, mais uma coletora estava com resquícios de incêndio. “É um pavor”, declara o morador Gervásio Barbosa. Ele conta que a situação de sair para descartar o lixo de casa e não encontrar o contêiner é frequente. “O vandalismo é muito grande, é uma pena que isso, que é para o nosso bem, seja transformado para o mal”, lamenta. Além dos transtornos, o aposentado aponta os riscos que as estruturas pegando fogo representam na rua. “Daqui a pouco queima uma casa, pega uma rede elétrica, é um absurdo queimarem as lixeiras”, alerta.
O serviço
Em Pelotas, a coleta conteinerizada foi introduzida em 2009. Atualmente são 850 coletoras distribuídas em locais de alto fluxo de resíduos, como o Centro e as Cohabs Guabiroba, Lindóia e Pestano. Na área central, em razão dos comércios – grandes geradores de resíduos – o recolhimento é feito duas vezes ao dia.
Em caso de vandalismo, o número para denúncias é o 153, da Guarda Municipal. Além disso, é possível comunicar ao Sanep pelo telefone 0800-015-0115, para que possa ser feita a reposição da estrutura.
Em Rio Grande
Na cidade portuária, o cenário é semelhante. Foram 18 contêineres queimados e seis quebras. Neste ano, já são 21 coletoras queimadas, quatro quebradas e oito furtadas. Conforme informações da Secretaria de Zeladoria do município, cada lixeira custa entre R$ 1,5 mil e R$ 1,8 mil, o que somente em 2024 já representa no mínimo R$ 49,5 mil gastos em reposição.
Além do vandalismo e do furto, outro fator que danifica as estruturas é o mau uso. Com o descarte incorreto de cascalhos, pedras e pedaços de concreto, as lixeiras quebram ao serem viradas nos caminhões da coleta.