O programa Reforma Casa Brasil, lançado pelo governo federal em parceria com a Caixa Econômica Federal, já movimentou mais de R$ 1,5 bilhão em contratos em todo o país. A iniciativa oferece crédito para reformas e ampliações de imóveis residenciais urbanos, com condições facilitadas para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.
O superintendente de Rede da Caixa em Porto Alegre, Renato Scalabrin, destacou que a nova linha de crédito surgiu para atender uma demanda antiga, especialmente no Rio Grande do Sul, após as enchentes que atingiram o estado nos últimos anos.
Pelo programa, é possível financiar até R$ 50 mil para melhorias no imóvel, com prazo de pagamento de até 72 meses e taxa de juros de 0,99% ao mês. Não é necessário oferecer o imóvel como garantia.
Os recursos podem ser utilizados em diversas intervenções, como pintura, troca de pisos, reforma de telhados e forros, ampliação de cômodos, instalação de portas e janelas, obras de acessibilidade e até sistemas de energia solar. Também é permitido utilizar parte do valor para elaboração de projetos e contratação de mão de obra.
Segundo Scalabrin, todo o processo é realizado digitalmente pelo aplicativo da Caixa. Após a aprovação do crédito, que pode ocorrer em até 24 horas, 90% do valor contratado é liberado imediatamente. Os 10% restantes são disponibilizados após a conclusão da obra, mediante envio de fotos que comprovem a execução das melhorias.
“É uma operação muito diferenciada. A família consegue realizar melhorias importantes na sua casa com uma taxa bastante inferior à encontrada em outras modalidades de crédito”, afirmou.
Para participar, é necessário possuir conta corrente, poupança ou Poupança Social Digital da Caixa. Quem ainda não é cliente pode abrir a conta de forma online e iniciar o pedido diretamente pelo aplicativo.
Scalabrin ressaltou que o programa é voltado exclusivamente para reforma e ampliação de imóveis já existentes. A construção de novas moradias continua sendo atendida por linhas tradicionais de financiamento habitacional, como o Minha Casa, Minha Vida.
O superintendente também destacou que a nova modalidade pode representar uma alternativa mais econômica para famílias que, muitas vezes, recorrem ao cartão de crédito ou ao crédito pessoal para realizar pequenas obras e acabam pagando juros mais elevados.
