Seis meses. Muito ou pouco tempo?

Editorial

Seis meses. Muito ou pouco tempo?

Seis meses. Muito ou pouco tempo?
(Foto: Jô Folha)

Faltam seis meses para as eleições de 2026. Em meio ano, estaremos votando para eleger deputados estaduais, federais, dois senadores, governador e presidente da República. Na Zona Sul, o olhar é amplo sobre as representações, mas carregado com um ar de preocupação. São pelo cerca de duas dezenas de candidaturas a estadual já anunciadas, muitas das quais “chocam-se” no mesmo público. Pelotas, que já não elegeu ninguém na última eleição, tem potencial de colocar pelo menos cinco pessoas na Assembleia Legislativa. Mas, se houver pulverização, corre risco de não ter ninguém novamente. E aí?

Para deputado federal, a tendência é de um número um pouco menor de candidatos, mas igualmente com risco de conflitos internos. E é nessa hora que os partidos precisam ser estratégicos. De nada adianta lançar candidatura só por lançar. De nada adianta não ser direto nesse momento. Precisamos de ações realmente efetivas, que não busquem apenas combater adversários políticos ou fazer o nome para tentar algo nas próximas eleições.

Ter pouca ou nenhuma representatividade custa dinheiro e nos atrasa. Basta vermos as lutas da região nas principais pautas, que incluem os pedágios, rodovias e outras obras estruturantes. A atração de empresas. As obras de prevenção contra as enchentes. Os investimentos. Somos uma região que ficou para trás no trem do desenvolvimento também por isso: quando não temos voz para apresentar nossas demandas, elas simplesmente não são ouvidas. E quanto mais barulho, mais longe vamos.

Se seis meses é muito ou pouco tempo, só as urnas vão dizer. Mas é preciso que eles sejam usados para uma articulação sólida, bem pensada e estruturada. Se a região perder tempo, seja por picuinhas, por apostas furadas ou por estar sem foco, os próximos quatro anos serão de trabalho dobrado para lutarmos por migalhas. Ninguém quer isso, então é fundamental que o eleitor tenha consciência na hora de ir às urnas e os partidos sejam estratégicos na hora de lançar nomes.

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