O Vale da Saúde está em gestação

Opinião

Jarbas Tomaschewski

Jarbas Tomaschewski

Coordenador Editorial e de Projetos do A Hora do Sul

O Vale da Saúde está em gestação

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Há uma mudança em curso em Pelotas. Urbanística, social e econômica. Nos próximos cinco anos, do chamado prolongamento da avenida Bento Gonçalves até a região da Estação Rodoviária, ao menos quatro projetos públicos prometem dar nova dinâmica à faixa territorial já batizada de Vale da Saúde.

O projeto mais próximo de inaugurar esse ambiente é o Hospital Regional de Pronto Socorro de Pelotas (HRPS), cujas obras estão 90% concluídas. A entrega da estrutura civil está prevista para o dia 17 de abril, quando uma força-tarefa do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que ficará responsável pela gestão, será formada para levar à abertura e ao atendimento dos 23 municípios da Zona Sul.

Já no último dia 23, a prefeitura abriu o prazo de apresentação das propostas para a construção da Policlínica Regional e do Centro Especializado de Reabilitação Regional 4, financiados pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A análise dos envelopes ocorrerá até o dia 8 de abril, com orçamento federal estimado em R$ 38 milhões. As duas unidades ficarão na área da avenida Bento Gonçalves, junto ao Parque do Sesi. O município prevê o início das obras para maio. Os projetos vão exigir investimentos em infraestrutura e urbanização na via de acesso, até o prolongamento da Bento Gonçalves, e no trecho de cerca de 40 metros da rua Senador Mendonça.

No caso da Policlínica Regional, serão oferecidos especialistas de várias áreas, impactando na diminuição das filas para diversos tipos de atendimento. O Centro Especializado de Reabilitação, por sua vez, garantirá a Pelotas o tratamento de pessoas com deficiências visuais, auditivas, motoras e intelectuais em um único local.

O corredor da saúde segue e encontra outro projeto já em andamento, tão importante quanto os demais: o novo Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A construção também é financiada pelo Novo PAC, com investimento de R$ 274 milhões para garantir, em 50 mil metros quadrados, 274 leitos. Quando for entregue, ampliará em 40% a capacidade de atendimento do hospital pelo Sistema Único de Saúde (SUS), beneficiando mais de um milhão de pessoas na região.

Os quatro projetos irão se somar ao que já está estabelecido nesta faixa das avenidas. Ali operam o Hemocentro Regional e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Teremos, portanto, um grande corredor da saúde em breve, onde as pessoas encontrarão do socorro básico das ambulâncias a tratamentos especializados, próximos pela mesma condição: o serviço público.

Os desafios, claro, vão além da obra física, que, costuma-se dizer, é a parte mais “fácil”. Operacionalizar e colocar em funcionamento hospitais, policlínica e centro especializado impõe-se como o principal desafio, o que exigirá aproximação e parcerias sólidas entre município, estado e União.

O Vale da Saúde está sendo gestado, com força para tornar Pelotas referência em um setor estratégico à sociedade e atrair, também, investimentos privados.

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