Após pouco mais de dois dias, a greve dos trabalhadores do Hospital Escola da UFPel (HE-UFPel), ligados ao HU Brasil, foi encerrada na manhã desta quinta-feira (2), após o pedido de dissídio coletivo pelo hospital no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O órgão decidiu pela manutenção de, no mínimo, 80% do efetivo de trabalhadores. A informação foi confirmada pelo comando de greve e pelo hospital, em nota.
O movimento, que tinha caráter nacional e envolvia profissionais como médicos, enfermeiros e servidores administrativos, terminou após a judicialização do impasse no Tribunal Superior do Trabalho. Nesta quarta-feira (1º), a empresa ingressou com pedido de dissídio coletivo de greve, após a rejeição da proposta final de mediação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 2026).
Segundo a HU Brasil, a medida judicial buscou garantir a continuidade dos serviços de saúde à população. Com a ação, o TST determinou a manutenção de, no mínimo, 80% do efetivo de trabalhadores nas áreas assistenciais e administrativas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
De acordo com a nota oficial, a estatal afirma que não havia recorrido anteriormente à Justiça, priorizando a mediação e o diálogo com as entidades sindicais, mesmo após o início da paralisação. No entanto, diante da falta de acordo, optou pela via judicial.
Sem acordo
A proposta rejeitada pela categoria previa reajuste de 100% do INPC sobre salários e benefícios, além do abono das faltas durante a greve e a inclusão de 14 novas cláusulas sociais. Entre os pontos, estavam medidas de proteção a mulheres vítimas de violência, ampliação de direitos para a população LGBTQIAPN+, maior flexibilidade em férias e licenças, e implantação de sistema eletrônico para envio de atestados médicos.
Ainda de acordo com a nota, o HU Brasil também ressaltou avanços recentes, como reajuste acumulado de 14,29% entre 2023 e 2025, aumento no auxílio-alimentação e no auxílio-creche, além de políticas voltadas à qualidade de vida dos trabalhadores.
Com o fim da greve, os serviços nos hospitais universitários, como o HE-UFPel e o Hospital da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg), tendem a ser normalizados. O Tribunal Superior do Trabalho deve dar sequência à análise do dissídio coletivo nos próximos dias, definindo os parâmetros econômicos para o fechamento do ACT.
