“Oferecemos um resumo consistente da história da cidade a partir das referências nessa nova edição”

ABRE ASPAS

“Oferecemos um resumo consistente da história da cidade a partir das referências nessa nova edição”

Lorena Gill e Paulo Koschier são pesquisadores do Dicionário de Histórias de Pelotas – volume II

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“Oferecemos um resumo consistente da história da cidade a partir das referências nessa nova edição”
Trabalho reúne principais fatos e assuntos relacionados a Pelotas, facilitando a consulta por professores e interessados

Contar a história de um lugar e ter a missão de documentar para que as próximas gerações possam compreender o passado de uma cidade é uma das missões de um grupo de professores e pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) que lançaram, na última semana, o Dicionário de Histórias de Pelotas – Volume II.

Com a missão de oferecer ainda mais informações e curiosidades sobre Pelotas nas mais diversas esferas a partir do ano de 1960, os pesquisadores Lorena Gill, Paulo Koschier e Jonas Vargas, do Instituto de Ciências Humanas e o professor e colecionador de fotos antigas, Eduardo Arriada, apresentam a história dos bairros, curiosidades sobre as diversas fábricas da cidade, verbetes inéditos, além do surgimento da UFPel. A versão e-book está disponível no site (wp.ufpel.edu.br/ndh).

Como surgiu a ideia do Dicionário?

Lorena Gill – Em 2005, em uma conversa com o professor Mário Osório Magalhães e a professora Beatriz Loner. O primeiro volume foi um enorme sucesso. Fizemos duas edições físicas que estão esgotadas e, na versão e-book tem quase 152 mil visualizações. O recorte do volume 1 era 1960 e chegamos à conclusão, em 2022, que precisávamos fazer o volume 2 a partir desse recorte temporal e com algumas mudanças. Neste, surgem dois temas: a história dos bairros, para os quais não tínhamos antes estudos específicos, e também a história das indústrias de Pelotas.

Como foi pensada a construção deste segundo volume?

Paulo Koschier – Incorporamos um pouco da história da UFPel e principalmente daquelas que temos no Núcleo de Documentação Histórica (NDH), o acervo documental que viemos recolhendo nos últimos anos. Temos a ata de fundação da Faculdade de Medicina da década de 60, por exemplo. O dicionário é organizado dessa forma, um título, um verbete, uma breve contextualização porque não tem como encerrar uma discussão num dicionário. Acredito que essa é uma das grandes vantagens de termos dois volumes.

Qual o impacto da pesquisa para a cidade?

Paulo Koschier – Existem muitos trabalhos feitos sobre a história de Pelotas, mas uma pessoa, um leigo, ou mesmo um professor de ensino fundamental, lá dos anos iniciais, que precisa trabalhar com a história de Pelotas na sala de aula, antes dos dicionários, tinha que fazer a sua pesquisa e correr atrás. Hoje, grande parte dos assuntos relativos à história da cidade estão nos dicionários. O que fizemos é oferecer um resumo bem consistente desses assuntos e uma possibilidade de se aprofundar a partir das referências.

Qual a principal diferença de uma edição para a outra?

Lorena Gill – Esse é um texto sobre a história do tempo presente. Por exemplo, quem fez o verbete sobre a Covid foi o professor Pedro Hallal e alguns parceiros da Epidemiologia porque eles fizeram um grande estudo sobre o tema. Já a história dos bairros foi contada pelo olhar da arquitetura e geografia. Contamos com 133 autores que se dedicaram às temáticas diversas, para dar conta desse momento mais recente da cidade. O foco continua sendo a história, mas em um diálogo com as outras áreas.

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