Como surgiu teu gosto pela fotografia e a ideia de se profissionalizar?
A fotografia entrou na minha vida ainda quando criança. Sentia que era a única lembrança física que temos da nossa vida, um misto de nostalgia com alegria. Acredito que seja ainda uma das únicas coisas que ainda prendem minha atenção nessa vida turbulenta. É confortável e acalentador sentar na sala, abrir um álbum antigo e ver tudo que tem nele. Ver a cronologia do nosso crescimento, todas as pessoas que estão ao nosso redor e principalmente as que não estão mais. Meu primeiro evento de foto em si, 100% dedicado à foto, foi uma partida de futsal entre Pelotas e ABF em 19 de junho de 2019, e desde lá eu criei toda uma história dentro desse esporte ao qual devo tanto. Já a profissionalização de fato foi gradual, acredito ter atingido o ápice no ano retrasado com a criação da Ordep Company. Mas claro, nem tudo é amor. Amor não paga nossas contas e investimentos, infelizmente. Então não paramos quase nunca, em busca de registrar o melhor que temos aqui em Pelotas.
De onde nasceu o projeto da Ordep Company e onde tu acredita que ele pode chegar?
Dentro da UFPel, em uma cadeira ministrada pela professora Marislei Ribeiro, que tratava da modernização do mercado de trabalho no jornalismo. Apresentei um projeto que visava que pessoas envolvidas no esporte, que por inúmeras razões não conseguem se manter nele atuando em quadra, tivessem a oportunidade de seguir nele de outra forma, outra visão. Além de uma forte pressão no bom sentido do então técnico Paulo Lobo em endossar que essa ideia teria que sair do papel. Acredito do fundo do meu coração que há espaço para crescer o quádruplo do nosso tamanho atual, chegando em pelo menos dez cidades da nossa região, de Camaquã até o Chuí. Mantendo sempre a essência de oportunizar jovens e adultos que têm amor à fotografia e ao esporte, além de um respaldo financeiro que muitas vezes falta para começar a atuar nessa área e consequentemente se manter.
O mercado do futsal de base e amador é o que mais se destaca. Quais tu considera os diferenciais desse segmento da fotografia esportiva?
O segredo da Ordep, além de visualizar a base e o amador, é poder cooperar de forma propositiva para essas entidades. Ou seja, hoje parte do nosso lucro é reimplantado nesses campeonatos amadores como forma de patrocínio e detenção dos direitos de imagem dos mesmos. Fazendo com que seja uma cadeia produtiva onde todos os lados ganham e crescem, ajudando principalmente a fomentar o esporte da nossa região. Isso sim é o nosso diferencial, como se fosse uma pergunta do tipo: “bora crescer juntos?”. Hoje estamos em todos os principais campeonatos amadores da nossa cidade. Soma-se a isso a ideia de termos estilos próprios de fotografia, com bom posicionamento, máquinas de primeira qualidade, enfim, todo esforço para ter uma qualidade acima da média.
Quais as outras modalidades que a empresa mais atende?
Após o futsal e o futebol, que são nosso chão, temos também uma presença em todos os esportes, já registramos de tudo, até jogo de xadrez. Se tem competição, vamos estar lá, com certeza. Gostaria de agradecer imensamente ao braço forte da Ordep, Gabriel Amaral, que está conosco desde o primórdio da criação desse coletivo e não mede esforços para fazer cada vez mais crescermos como pessoas e fotógrafos.