A Biblioteca Otroporto retoma, nesta quinta-feira (26), às 18h, as atividades do Clube de Leitura UFPel: Ler Mulheres, com um encontro que contará com a presença da escritora gaúcha Leila de Souza Teixeira. A autora conduzirá o debate sobre sua obra “Se eu não posso ser quem sou”, em um momento aberto ao público e voltado à troca de experiências e reflexões literárias, na sede da Otroporto (Rua Benjamin Constant, 701A).
A iniciativa é coordenada pela professora Vanessa Damasceno, do Centro de Letras e Comunicação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Segundo ela, a retomada reforça a parceria com a associação, que, ao longo da programação do ano, disponibilizará as obras do mês em seu acervo, além de viabilizar a presença de autoras. “Seguimos firmes com nossa parceria com a Otroporto, lugar de pessoas acolhedoras, terreno fértil para prosas animadas e transformadoras”, destaca.
Nascida no Rio Grande do Sul, em 1979, Leila de Souza Teixeira atua com oficinas de criação literária desde 2014 e estudou escrita criativa na PUC-RS. É também autora de “Em que coincidentemente se reincide”, obra finalista do prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais, em 2012.
Leituras femininas
O Clube de Leitura Ler Mulheres é um projeto dedicado à leitura de obras escritas por mulheres, promovendo encontros colaborativos nos quais leitores compartilham impressões sobre livros, autoras e temáticas. A proposta busca incentivar o hábito da leitura, ampliar o acesso à cultura e fortalecer o convívio entre leitores.
O romance “Se eu não posso ser quem sou”, em debate nesta quinta, apresenta a trajetória de Geórgia, insatisfeita com o trabalho e a vida urbana, e Olivia, uma canadense que abandona uma carreira bem remunerada para atuar na preservação ambiental. O encontro entre as duas provoca uma mudança profunda, levando Geórgia a recomeçar a vida em San Pedro, no Deserto do Atacama, em busca de reconexão com a natureza e consigo mesma.
Democratização da leitura
Com um acervo de cerca de 3,5 mil títulos, a Biblioteca Otroporto se destaca como um espaço inclusivo e dinâmico. De acordo com a bibliotecária Helena Harthmann, iniciativas como o Clube Ler Mulheres reafirmam o compromisso com a democratização do acesso ao livro e à literatura. O local conta com livros em braille, exemplares com letras ampliadas e estrutura adaptada para diferentes públicos.
“Em breve, novas ações de acessibilidade, em parceria com a Escola Louis Braille, serão anunciadas”, observa. A Biblioteca é parceira da TAG Livros, conta com o apoio das empresas Arkium e Arvut e é reconhecida como Ponto de Leitura pelo Ministério da Cultura (MinC).
