Por: Cíntia Piegas
Há 50 anos
De 19 de março a 20 de abril de 1976, Pelotas recebeu uma exposição com a reprodução de 70 quadros de artistas famosos de várias épocas, além de 20 esculturas que mostraram trabalhos desde a Antiguidade até o século 20, do Museu Ditacta. A promoção foi do governo do Estado, através do Departamento de Assuntos Culturais da Secretaria de Educação e Cultura. A mostra ocorreu na Associação Sul Riograndense de Professores e abriu as portas para o surgimento dos Salões de Artes de Pelotas, inaugurado no ano seguinte.
Na mostra estavam reproduções de pinturas de Vênus de Milo, Mona Lisa, Pietà, A Moeda de César, O Jardim das Delícias, Moça na Janela, A Praça de São Marcos, Passeio ao Crepúsculo. O público, que compareceu em bom número, prestigiou ainda Picasso com A Tragédia, Modigliani com Retrato de Mme. Borowska e Chagall com Eu e Minha Aldeia, e esculturas.
À frente da organização do evento estava o professor Nelson Abbot de Freitas, que coordenava o departamento de Arte da então 5ª Delegacia de Educação. O idealizador era formado em Letras e foi professor de língua portuguesa em Pedro Osório, e desde então, desenvolveu sua pedagogia da sensibilidade. Segundo estudos sobre a vida do educador, ela era um apaixonado pela literatura e conseguiu, através das aulas, repassar aos alunos. Costumava usar a linguagem teatral nas interpretações de texto.
Salões
Entre os eventos que Freitas coordenou, a criação dos Salões de Artes de Pelotas teve projeção nacional entre 1977 a 1981. Consta ainda que a partir do projeto, a arte contemporânea começou a ganhar espaço e admiradores na cidade, com o público compreendendo melhor os elementos dessa estética.
Fonte: Acervo da Bibliotheca Pública Pelotense e Os acervos documentais referentes aos Salões de Arte de Pelotas (1977-1981): história e memória
Há 100 anos
O Almanach de Pelotas 1926 destacava que em meados de 1800, o rincão do Laranjal já se cultivava trigo. Trabalharam cerca de 40 arados lavrando terras em curto período com 280 carregamentos orçados em 55 mil toneladas, transportados até a Costa da Lagoa dos Patos, Saco do Laranjal. Nessa época teve início o cultivo do arroz, na Galateia. Segundo uma uma velha carta escrita a João Simões Lopes (pai do Visconde da Graça) onde havia a solicitação de dois bois lavradores pelo proprietário da Galateia, mais tarde barão de Azevedo Machado.
No mesmo ano, em março, foi registrado no Arquivo do Instituto Histórico do Rio de Janeiro uma carta escrita pelo conde Rodrigo de Sousa Coutinho, diplomata e político português ao governador brigadeiro Sebastião Xavier da Veiga Саbral da Câmara, referindo-se à Capela de São Francisco de Paula, futura povoação de Pelotas. Pela provisão do bispo Dom José Caetano da Silva Coutinho foi mandado que existisse interinamente o oratório de Nossa Senhora da Conceição.
Há 213 anos
Em março de 1813 foi promovida a vinda da imagem do padroeiro São Francisco de Paula, que Antonio Gomes Colônia, havia trazido da Europa e pretendia erguer uma capelinha. Com a guerra ele se mudou para Mostardas. O primeiro cronista de Pelotas, Vieira Pimenta, escreveu: segundo o pedido de Dona Florência Maria do Pillar, o reverendo vigário Manoel Ruivo, junto com José Gonçalves Silveira Calleca, foram no ano de 1813 a Mostardas, no iate Argelino que aportou no trapiche da charqueada de Calleca. A imagem foi carregada em procissão até a igrejinha do Sítio Coqueiros.