Morreu, na manhã desta segunda-feira (23), aos 71 anos, Arnaldo Etchalus, mais conhecido como Surdina. Ele teve uma trajetória de forte atuação em Pelotas.
Fundador da CCS Eventos, foi pré-candidato a vereador em diversas eleições, sendo reconhecido pela presença constante na cena cultural da cidade, pelo costume de circular com um bandeirão de campanha e por ser figura frequente no Café Aquários.
Além da atuação cultural, Surdina teve grande importância no Xavante. Torcedor apaixonado, foi coordenador do projeto de futsal do clube por anos.
Entre amigos e conhecidos, também ficou marcada sua forma carismática de se comunicar. Ao ser cumprimentado, era comum responder com a expressão que virou sua marca registrada: “um abraço”.
Para Valdir Júnior, mais conhecido como Manoval, Surdina era uma pessoa com um coração gigante. “Emprestava barracão pra sua escola de samba do coração, a Academia do Samba, tirava dinheiro do bolso pro Grêmio Esportivo Brasil entrar na quadra de futebol, além de incontáveis exemplos assim”.

Manoval e Surdina tinham uma relação de pai e filho. (Foto: Arquivo Pessoal)
Valdir conta que a amizade começou a partir das casas noturnas Galpão Satolep – na qual Valdir é proprietário – e a CCS Eventos. O amigo ainda conta que, quando o Galpão ficou fechado por um ano e meio devido a reformas necessárias pós-tragédia da Kiss, foi feita uma festa no CCS para conseguir pagar contas. Quando foi pagar o aluguel, Surdina teria dito para ele: “fica com esse dinheiro porque sei que tu tá precisando”. Esse era o Arnaldo, coração gigante, que era um amigo leal e fiel. “Pra mim era um segundo pai”, conta Valdir.
O velório ocorre a partir das 13h30 desta segunda, na Capela 01 do Memorial Pelotas Cemitério Parque, na Av. Eliseu Maciel, nº 3003, no Jardim América – Capão do Leão.
O sepultamento é a partir das 17h no cemitério local.
