Duas a cada três indústrias gaúchas pretendem investir em 2026

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Duas a cada três indústrias gaúchas pretendem investir em 2026

Pesquisa do Sistema Fiergs apresenta percentual menor que no ano passado e ambiente de preocupação

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Atualizado sábado,
21 de Março de 2026 às 09:04

Duas a cada três indústrias gaúchas pretendem investir em 2026
(Foto: Jô Folha)

Neste ano, 63,3% das indústrias do Rio Grande do Sul pretendem realizar investimentos. O dado faz parte de pesquisa especial da Unidade de Estudos Econômicos do Sistema Fiergs e representa queda de 11,7 pontos percentuais em relação à intenção registrada no ano passado, quando 75% das empresas pesquisadas manifestavam disposição para investir.

Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o cenário é motivo de preocupação. “A predisposição a investir depende de um ambiente favorável aos negócios, mas o que vemos são juros elevados, tensões geopolíticas e uma economia fragilizada. Sem investimentos, a geração de novos empregos e renda fica limitada”, avalia.

Apesar da retração, o percentual de industriais gaúchos dispostos a investir supera a média nacional, de 56%, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa gaúcha também mostra que a maior parte dos empresários que pretendem investir já possui planos em andamento iniciados anteriormente (68,4%). Apenas 31,6% indicam que os aportes previstos para 2026 fazem parte de novos projetos. Entre as empresas que não planejam investir neste ano, 55,3% afirmam não ter nenhum plano em curso nem previsão de iniciar novos projetos. Outros 42,6% apontam que a decisão decorre do adiamento ou cancelamento de investimentos previamente programados.

Quanto aos objetivos, a melhoria do processo produtivo aparece como principal destino dos recursos, mencionada por 55,7% dos industriais, alta de 10,3 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.

Queda em investimentos

O resultado final de investimentos em 2025 ficou abaixo do previsto pelos industriais: 71,6% consolidaram seus planos, enquanto 75% se diziam dispostos a isso no início do ano. O movimento contrasta com o observado em 2023 e 2024, quando os investimentos efetivamente realizados superaram as intenções declaradas.

Em 2025, a aquisição de máquinas e equipamentos novos foi o principal tipo de investimento, citada por 84,5% das empresas, percentual inferior ao do ano anterior, mas que confirma a liderança dessa modalidade desde 2014, quando passou a ser monitorada.

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