Caminhoneiros avaliam paralisação e convocam assembleia para esta quinta-feira

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Caminhoneiros avaliam paralisação e convocam assembleia para esta quinta-feira

Reunião está marcada para às 16h, na sede do Sindicam, em Rio Grande

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Atualizado quinta-feira,
19 de Março de 2026 às 10:32

Caminhoneiros avaliam paralisação e convocam assembleia para esta quinta-feira
(Foto: Jô Folha)

O Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos (Sindicam) convocou uma assembleia extraordinária para a tarde desta quinta-feira (19), para discutir a possibilidade de paralisação das atividades. O encontro ocorre às 16h, na sede da entidade, em Rio Grande.

A mobilização acontece em meio à alta recente no preço do óleo diesel, que tem pressionado os custos do transporte rodoviário. No entanto, segundo o presidente do Sindicam, Dieck Sena, a principal preocupação da categoria vai além do combustível.

De acordo com ele, o foco das reivindicações está no cumprimento do piso mínimo do frete, já regulamentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Sena explica que existe um mecanismo que prevê reajuste automático sempre que o diesel sofre variações superiores a 5%, mas que, na prática, a regra nem sempre é respeitada.

“Tendo o dispositivo dentro do sistema, onde faz o travamento, que tu não consigas pagar abaixo do piso mínimo, isso já resolve o problema, porque se porventura subir o óleo diesel, ele já passa automaticamente em cima do valor do piso mínimo pago ao caminhoneiro”, explica.

Sena afirma que muitas empresas ainda operam de forma irregular, sem formalizar contratos e pagando abaixo do valor mínimo. Ele também cobra fiscalização mais rigorosa e aplicação de penalidades, como suspensão ou até cassação do registro das transportadoras.

Apesar do cenário, Sena destaca que o governo federal sinalizou abertura para atender parte das demandas da categoria. Por isso, a paralisação foi momentaneamente adiada, enquanto os caminhoneiros aguardam a oficialização das medidas. “Estamos guardando o governo se posicionar para que saia no Diário Oficial da União essas reivindicações e as pautas que a gente acha que são importantes e precisamos discutir”, cobra.

Caso não haja retorno concreto, novas reuniões devem ser convocadas e a categoria poderá intensificar as negociações diretamente com empresas do setor. Amanhã está prevista uma reunião com transportadoras que atuam na área portuária para discutir possíveis reajustes no valor do frete. A ideia, conforme o presidente do Sindicam, é buscar um consenso que ajude a compensar o impacto da alta do diesel, criando mecanismos, como gatilhos de reajuste, que garantam melhores condições de trabalho aos caminhoneiros.

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