Há 161 anos
O político piratiniense Joaquim Vieira da Cunha (1805-1886), estancieiro ligado à elite do charque, assumiu a presidência da Câmara Municipal (cargo equivalente a prefeito) de Pelotas em 16 de março de 1865, cargo que ocupou até 1869. Filho de José Vieira da Cunha e Antônia Vitorina Luísa e Silva, foi educado por seu tio, o padre João Vieira da Cunha, que o levou para Portugal. Em 1827, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. No retorno ao Brasil, passou a morar em Pelotas, dedicando-se ao ensino e, posteriormente, à vida política
Foi deputado provincial eleito à 1.ª Legislatura da Assembleia Provincial, instalada em 20 de abril de 1835, mas teve os trabalhos interrompidos por causa da Revolução Farroupilha. Neste período, Vieira da Cunha foi deportado para o Rio de Janeiro por causa de sua amizade com Bento Gonçalves e com o general Netto.
Atuou ainda como juiz de direito.
Após a Revolução
Retornou antes do final da Revolução Farroupilha e foi acolhido pelo almirante Grenfel, que o protegeu da ameaça de assassinato em um de seus navios. Terminada a guerra, é eleito deputado provincial pelo Partido Liberal e reeleito diversas vezes. Representou o Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados do Império (correspondente a atual Câmara dos Deputados), empossado em 27 de abril de 1846. Foi incluído duas vezes na lista tríplice para senador, uma delas como mais votado. Vieira da Cunha foi ainda o mais votado para a Câmara Municipal, por este motivo assumiu a presidência (se equivalendo à figura de um prefeito), em 1865.

Abertura da barra do São Gonçalo e iluminação a gás em Pelotas em 1868 (Foto: Reprodução)
Ainda assumiu o cargo de vice-presidente (vice-governador) da Província do Rio Grande do Sul, pelo partido Liberal, no mandato do presidente (governador), Francisco Inácio Marcondes Homem de Melo. Entre 13 de abril e 14 de julho de 1868, assumiu o cargo de presidente da província do Rio Grande do Sul. Passou o cargo para Guilherme Xavier de Souza.
De vice a presidente
Para Souza, que exerceu a presidência entre 14 de julho e 1º agosto de 1968, deixou um relatório de atividades do seu curto mandato. Entre essas ações, algumas se relacionavam diretamente com Pelotas.
Um dos atos dava foi a assinatura do contrato “celebrado, na conformidade da lei número 619 de 9 de Dezembro de 1867” – conforme o relatório – para abertura da barra do rio São Gonçalo, “com a respectiva comissão, em 26 de maio último”, reportou Vieira de Cunha.
Também oficializou a empresa declarada arrematante para a implantação da iluminação à gás hidrogênio carbonado nas cidades de Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas. O prazo de execução das obras correu a partir de 5 de junho de 1868 .
De acordo com o relatório, a empresa teria de construir os gasômetros em edifícios apropriados aos equipamentos necessários, bem como fornecer o modelo dos lampiões, colunas e arandelas, aprovados pela presidência do Estado. O único adendo era que os locais para a construção dos gasômetros ainda não tinham sido designados.
Joaquim Vieira da Cunha morreu em 25 de julho de 1886, em Pelotas. Segundo relatos, mesmo tendo herdado uma boa fortuna, chegou à velhice na pobreza.
Fontes: Arquivos da Secretaria de Planejamento, Governo e Gestão do RS; Câmara dos Deputados; wikipedia.org
Há 50 anos
Prefeitura anuncia recolocação dos bancos da Coronel Pedro Osório

Bancos da praça iriam para outros espaços públicos da cidade (Foto: Reprodução)
Em março de 1976, com projeto de recuperação da praça Coronel Pedro Osório, a prefeitura de Pelotas anunciou que os bancos que seriam retirados receberiam um novo destino: a Júlio de Castilhos, atual Dom Antônio Zattera. A mudança no visual do espaço público no centro histórico do município, já tinha edital aberto para empresas interessadas em executar essa obra.
Além da Júlio de Castilhos, outras praças, como a Cipriano Barcellos (também conhecida como do Pavão) receberiam os bancos. Na época havia acusações à pasta Municipal dos Serviços Urbanos (SMSU) de abandono à Cipriano Barcellos.
Cuidado com as praças
Por sua vez, o titular da SMSU, de 1976, Gilberto Pino, disse que a pasta estava também se dedicando à recuperação da praça Júlio de Castilhos. “Paralelamente, daremos andamento a melhorias na Coronel Pedro Osório”, frisou.
Afirmou ainda o titular da Secretaria que não seria correto antecipar e acelerar os trabalhos na praça do Pavão, porque os bancos retirados da Coronel Pedro Osório seriam desperdiçados.
Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense