O agente secreto é o Brasil no Oscar 2026, neste domingo

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O agente secreto é o Brasil no Oscar 2026, neste domingo

Filme brasileiro, com direção de Kleber Mendonça Filho, concorre em três categorias

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O agente secreto é o Brasil no Oscar 2026, neste domingo
Ator Wagner Moura também está concorrendo a uma estatueta (Foto: Divulgação)

Quem gosta de cinema estará de olho na premiação do Oscar 2026, que acontece neste domingo (15), em Los Angeles, nos Estados Unidos. Representando o Brasil, na disputa pela estatueta distribuída pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o filme O agente secreto (2025), do diretor Kleber Mendonça Filho, faz história ao disputar nas categorias de Melhor Filme estrangeiro, Melhor Ator Principal, para Wagner Moura, e Filme do Ano. O país ainda estará representado pelo diretor de fotografia Adolfo Velloso, indicado pelo filme Sonhos de trem.

Depois de conquistar os Globos de Ouro nas categorias de Melhor Filme em língua não-inglesa e Melhor Ator em Drama, para o ator Moura, o filme brasileiro fez uma campanha segura nos bastidores do Oscar. A expectativa é que ao menos saia com uma estatueta.
“Talvez seja o nosso bicampeonato, quem sabe? Porque o cinema virou a nossa Copa do Mundo”, brinca o crítico de cinema Renato Cabral, que vê o filme noruguês Valor sentimental como o maior concorrente do Brasil.

Mais cautela

Sobre o prêmio para Moura, o primeiro brasileiro a concorrer na categoria Ator Principal, Cabral é mais cauteloso. A crítica e os jornalistas tem exaltado a figura do ator e ele é cotado sim, mas o ano passado foi pródigo em excelentes interpretações masculinas. Nesta temporada o brasileiro concorre com os atores Timothée Chalamet, por Marty Supreme, Leonardo DiCaprio, em Uma batalha após a outra, Ethan Hawke, em Blue Moon – Música e solidão, e Michael B. Jordan, de Pecadores, este sim, encabeçando a lista de preferências.

Cabral avalia Moura como um ator muito versátil e que tem uma carreira reconhecida nos Estados Unidos, especialmente pela série da Netflix, Narcos. “A vitória dele em Cannes foi essencial para impulsionar ele entre os melhores do ano. Aqui é indicado por um trabalho falado em português, um trabalho complexo, que ele consegue ser muito feliz. Mas é um páreo difícil”, avalia.

O crítico também relembra que não basta ser bom ou emocionar o público para que o filme chegue a ter sucesso na premiação. Essa caminhada é longa e passa por uma forte campanha, carregada por muitos milhares de dólares investidos. “Como dizia a Fernanda Torres, tem que fazer muita escova no cabelo”, relembra uma das tiradas bem-humoradas da atriz que no ano passado concorreu como atriz principal.

Outras concorrentes

Entre as atrizes, a preferida de Cabral é a Jessie Buckley, por Hamnet. Com ela ainda concorrem, Rose Byrne, por Se eu tivesse pernas te chutaria, Kate Hudson, em Um sonho a dois, Renate Reinsve, de Valor sentimental, e Emma Stone, por Bugonia.

Em ano de grandes produções, o crítico aposta que o filme do ano deve ficar entre Uma batalha após a outra e Pecadores. “Mas acredito que esteja direcionado ao cinema de Paul Thomas-Anderson, de Uma batalha atrás da outra”, fala.

Onde ver

No Brasil, a transmissão do Oscar 2025 é feita pelo canal TNT e pelas plataformas de HBO Max e Globoplay. A TV Globo também vai transmitir a partir das 21h.

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