Pelotense Urbano Garcia recebe o diploma em Medicina no Rio de Janeiro

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Pelotense Urbano Garcia recebe o diploma em Medicina no Rio de Janeiro

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Atualizado domingo,
15 de Março de 2026 às 11:24

Há 125 anos

Em 1901, aos 24 anos, o pelotense Urbano Garcia concluiu o curso de Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, iniciando uma trajetória que o colocaria entre os profissionais mais reconhecidos da área em Pelotas nas primeiras décadas do século 20. Na ocasião, defendeu a tese Da intervenção cirúrgico-ginecológica em alienação mental, tema considerado avançado para o período.

Nascido em 20 de setembro de 1876, Garcia buscou ampliar sua formação logo após a graduação. Em 1902 seguiu para a Europa, especializando-se em Ginecologia, em Viena, e em Obstetrícia, em Roma. No ano seguinte, participou do Congresso Médico de Bruxelas, na Bélgica, ampliando o contato com o cenário científico internacional.

De volta a Pelotas, construiu longa carreira na medicina. Durante mais de três décadas foi chefe do serviço de cirurgia do Hospital da Beneficência Portuguesa, além de atuar na Santa Casa de Misericórdia. Paralelamente, teve participação ativa na vida pública e política local.

Médico pelotense foi homenageado na praça Coronel Pedro Osório (Foto: Reprodução)

Filiado inicialmente ao Partido Republicano Rio-Grandense, posicionou-se contra a reeleição de Borges de Medeiros para a chefia do Estado em 1907 e novamente em 1922. A postura o aproximou do movimento oposicionista durante a Revolução de 1923, quando se vinculou ao Partido Libertador, do qual foi dirigente.

Também esteve presente na vida social da cidade, atuando como presidente do Grêmio Esportivo Brasil e do Clube Diamantinos no biênio 1914-1915.

Monumento

A memória de Urbano Garcia permanece na paisagem urbana de Pelotas. Em 1934, um trecho da atual Lobo da Costa recebeu o seu nome. Na Praça Coronel Pedro Osório, em frente ao Grande Hotel, ainda há um monumento em granito e bronze dedicado ao médico.

Na inscrição, o reconhecimento dos conterrâneos: “Foi inexcedível em carácter, em civismo, em bondade. Ninguém o excederá na saudade e na gratidão”. O monumento é de autoria do artista paulista Hildegardo Leão Veloso. A placa em bronze foi retirada para evitar que fosse furtada. Encontra-se sob a responsabilidade da Secretaria de Cultura.

Ainda, um decreto oficial de 22 de maio de 1946 criou a escola municipal de primeiro grau Doutor Urbano Garcia, no lugar denominado Corrente – 3º Sub-Distrito do Distrito de Duna, Santa Silvana. Atualmente, a EMEI e EF Doutor Urbano Garcia é uma escola municipal que atende ensino infantil e fundamental, que pertence ao município de Turuçu.

Fontes: site do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul; Prefeitura de Pelotas

Há 50 anos

Técnico do DNOS estabelece data para o início do funcionamento de eclusa

Obra foi inaugurada em março de 1977 (Foto: Reprodução)

“A partir de janeiro de 1977 estará definitivamente afastada a ameaça de salinização do São Gonçalo.” A afirmação é do engenheiro Carlos Alberto Wildt, do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), um dos fiscais técnicos das obras de construção da barragem eclusa destinada a evitar a contaminação do Canal pelo cloreto de sódio, que causava grandes transtornos à economia agrícola regional.

Em março de 1976, 50% do trabalho previsto tinha sido cumprido, segundo o técnico. A expectativa era de que a barragem fosse inaugurada em maio do ano seguinte, porém, antes disso, em janeiro de 1977 teria condições de impedir a salinização.

Propósito do projeto

A construção da barragem eclusa sobre o canal São Gonçalo foi projetada para impedir a salinização da Lagoa Mirim, garantindo o suprimento de água potável para o complexo portuário-industrial de Rio Grande e, possivelmente, até de Pelotas. O projeto incluía o projeto Chasqueiro, com o objetivo de desenvolver a produção hortigranjeira destinada à indústrias de Pelotas e, ainda, uma proposta destinada à bacia do rio Jaguarão, que incluía a construção de uma central hidrelétrica.

Inaugurada em março

Inaugurada em 18 de março de 1977, a barragem atua no impedimento da entrada das águas salinas do Oceano Atlântico na Lagoa Mirim. A obra possibilitou o controle da qualidade da água doce destinada a irrigação, consumo humano e pecuária. Por sua vez, a eclusa possibilita a navegação no Canal São Gonçalo.

Fontes: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; site da Agência da Lagoa Mirim

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