Dnit projeta melhorias nas BRs 116 e 293, em Pelotas e Capão do Leão

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Dnit projeta melhorias nas BRs 116 e 293, em Pelotas e Capão do Leão

Governo federal investirá R$ 4,2 milhões em projetos para reduzir acidentes e melhorar o tráfego em trechos urbanos das rodovias

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Atualizado sexta-feira,
13 de Março de 2026 às 08:36

Dnit projeta melhorias nas BRs 116 e 293, em Pelotas e Capão do Leão
(Foto: Jô Folha)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) lançou uma licitação para contratar a elaboração de estudos e projetos de engenharia na região de Pelotas e Capão do Leão. O objetivo principal é resolver pontos críticos e aumentar a segurança em trechos urbanos das rodovias BR-116 e BR-293.

Os estudos abrangem três segmentos fundamentais para a mobilidade, totalizando mais de 14 quilômetros de intervenções projetadas. As áreas contempladas são: 5,3 quilôemetros da avenida João Goulart (BR-293); o trecho de 4,6 quilômetros BR-116 entre Pelotas e Capão do Leão; e mais 4,4 quilômetros da BR-293, em Capão do Leão. As vias atravessam bairros como o Fragata e o Jardim América.

A autarquia justifica a medida pelo crescimento populacional e o aumento do tráfego, que geram lentidão e riscos aos usuários. Conforme o edital, dados técnicos apontam que essas travessias são consideradas altamente críticas devido ao histórico de acidentes. As novas soluções devem facilitar o acesso e proteger pedestres e ciclistas.

Investimento

O valor estimado para o conjunto de projetos é de R$ 4,2 milhões, com um prazo de execução de 360 dias após a ordem de serviço. A licitação será decidida pelo critério de técnica e preço, com garantia de que a empresa vencedora tenha experiência em grandes obras rodoviárias, como viadutos e duplicações.

A abertura das propostas está marcada para o dia 5 de maio, de forma eletrônica. Esta etapa é essencial para que, no futuro, o governo possa licitar as obras físicas que podem transformar o trânsito da região.

O desafio de unir logística e cidade

Para professora e doutora em Transportes Terrestres da UFPel, Raquel Holz, o projeto contratado pelo Dnit precisa resolver o conflito entre o transporte de longa distância e a vida urbana. Segundo ela, o desenho de engenharia deve segregar quem passa por Pelotas de quem vive na cidade.

Ela sugere o uso de viadutos para o tráfego pesado, liberando o solo para a comunidade: “Viadutos ou elevados para veículos pesados liberam níveis inferiores para pedestres, ciclistas e tração animal, enquanto rotatórias e traffic calming (medidas de acalmamento de tráfego) reduzem velocidades sem bloquear cargas.”

Segurança em zonas populosas

A análise técnica foca em áreas críticas citadas no edital, como o Fragata e o Jardim América. A professora destaca que a visibilidade e a proteção dos moradores dependem de detalhes no projeto. “Ciclovias segregadas e refúgios em canteiros centrais melhoram a visibilidade e segurança nestes bairros, mantendo faixas dedicadas para logística. Passarelas ou depressões garantem travessias seguras.”

Infraestrutura para o futuro regional

Além das grandes estruturas de concreto, a professora ressalta que o projeto deve incluir medidas de baixo custo e alto impacto, como a melhoria da sinalização e o controle de velocidade. “Essas soluções são especialmente importantes em áreas de expansão urbana e industrial, onde a rodovia passa a ter também função urbana. Estudos como esse são fundamentais para preparar essa infraestrutura para o crescimento da região”, acrescenta.

Trecho totaliza área superior aos 14 quilômetros e cruza a zona urbana do município (Foto: Reprodução)

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