Investimento no Distrito Industrial de Rio Grande deve impulsionar o Porto

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Investimento no Distrito Industrial de Rio Grande deve impulsionar o Porto

Portos RS avalia que pacote de R$ 130 milhões anunciado pelo governo irá criar ambiente favorável para a atração de negócios no município

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Atualizado quinta-feira,
12 de Março de 2026 às 15:39

Investimento no Distrito Industrial de Rio Grande deve impulsionar o Porto
(Foto: Divulgação)

De acordo com o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, o investimento de R$ 130 milhões anunciado pelo governo do Estado na última semana para o porto de Rio Grande vai estruturar melhorias que ampliem a competitividade do complexo portuário e fortaleçam a capacidade de atração de novos empreendimentos industriais na região. “Foi um momento importante porque conseguimos reunir diversos atores do setor portuário e do mercado para discutir os desafios e o planejamento para os próximos anos”, afirma.

Segundo ele, a qualificação da área industrial ganha ainda mais relevância diante da necessidade de estruturas resilientes para novos investimentos no Estado. Durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, por exemplo, o Distrito Industrial de Rio Grande não registrou alagamentos, fator considerado estratégico para quem pretende instalar novas operações na região.

Projeto

O projeto prevê melhorias principalmente na infraestrutura terrestre do distrito. Parte dos recursos será destinada à recuperação de vias já existentes, com repavimentação, reorganização do sistema elétrico, melhorias no calçamento e adequações que incluem, em alguns trechos, a implantação de ciclofaixas. Outra frente de obras envolve a abertura de novas ruas em áreas onde hoje existem apenas os projetos urbanísticos, exigindo preparação de solo e construção completa da base antes da pavimentação.

Também estão previstas obras complementares de infraestrutura. A empresa Aegea deverá construir uma nova estação de tratamento de esgoto para atender toda a área do Distrito Industrial e também o bairro Cassino. Já a concessionária CEEE Equatorial ficará responsável por melhorias na rede elétrica, incluindo postes, cabeamento e iluminação pública.

O distrito industrial possui cerca de 2,5 mil hectares, com aproximadamente metade da área já ocupada por empresas e outra parte disponível para novos empreendimentos. A proximidade com o porto é considerada um dos principais atrativos logísticos. “O distrito está ao lado da área portuária, separado basicamente pela BR-392. Melhorar a infraestrutura significa dar melhores condições para quem já está instalado e, principalmente, criar um ambiente favorável para atrair novas indústrias”, destaca Klinger.

Entre as intervenções previstas está a criação de novas conexões viárias internas, que devem melhorar o fluxo de caminhões e reduzir a necessidade de retorno pelas mesmas ruas utilizadas atualmente. A ideia é estruturar uma espécie de anel viário dentro do distrito, ampliando a eficiência logística das operações.

Com a assinatura do protocolo de intenções, os próximos passos envolvem a formalização de um termo de cooperação entre os participantes e a abertura de processos licitatórios para execução das obras. A expectativa é de que os trabalhos tenham início ainda em 2026.

Concessão das rodovias

Outro tema acompanhado pela Portos RS é o debate sobre o novo modelo de pedágio nas rodovias da região após o encerramento do contrato da concessionária Ecovia Sul. Segundo Klinger, a manutenção das estradas é fundamental para a logística portuária, mas os valores cobrados precisam garantir competitividade ao transporte de cargas. “Tem que existir manutenção contínua das vias, mas o custo não pode voltar ao patamar anterior. Precisamos acompanhar as audiências públicas e entender como será estruturado o novo modelo para garantir um valor justo”, afirma.

Dragagem

Além das melhorias de infraestrutura, a Portos RS também acompanha o andamento das obras de dragagem na hidrovia. De acordo com Klinger, alguns trechos já tiveram os trabalhos concluídos, como o canal do Furadinho, enquanto outras frentes seguem em andamento, incluindo o canal da Feitoria, em Pelotas, e contratos que abrangem outros canais de navegação interior.

Com o avanço das obras, já foi possível restabelecer condições de navegação consideradas estratégicas para a região. Atualmente, embarcações podem operar novamente com calado de até 5,18 metros, conforme o projeto original da hidrovia, e também foi autorizada a navegação noturna, após atualização das normativas pela Capitania dos Portos. A previsão é de que, ao longo deste ano, sejam concluídas as intervenções em 21 canais de navegação interior, além do canal de acesso ao porto de Rio Grande (confira no mapa ao lado)

Fake news

Nos últimos dias, a Portos RS também precisou esclarecer uma informação falsa que circulou em grupos de WhatsApp envolvendo suposta ajuda da empresa a caminhoneiros em função das chuvas. Segundo Klinger, a informação não procede e não há qualquer tratativa nesse sentido. “Recebemos questionamentos sobre isso e fomos verificar. Não existe nenhum pedido ou ação desse tipo. Trata-se de uma informação equivocada que começou a circular e por isso fizemos uma nota para esclarecer”, afirmou.

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