Enquanto a participação na Copa FGF segue incerta na Boca do Lobo, o planejamento para a Divisão de Acesso já começou. A direção do Pelotas admite o interesse na contratação de um executivo de futebol, cargo que não é ocupado no clube desde que Filipi Cruz foi desligado após o rebaixamento no Gauchão do ano passado.
“É a nossa ideia trazer alguém pago para o futebol, tipo um diretor executivo. Ele ficaria direto com a direção do clube, onde o presidente, os dois vices e eu estaríamos participando ativamente das decisões, não só de contratação, como também na busca de receitas, que é o que mais a gente tem feito atualmente”, destaca Carlos Augusto Tavares, diretor de futebol do Lobo, em entrevista à Rádio Pelotense 99,5 FM, que irá ao ar nesta quarta-feira (11) no Atualidades Esportivas, a partir das 19h.
Tavares confirma que nenhum nome foi procurado para o cargo e que a busca será feita com calma, já que a Divisão de Acesso inicia somente em agosto. Ao mesmo tempo, ele reconhece que é preciso definir essas questões com antecedência para dar tempo de montar o elenco e realizar a pré-temporada, caso o clube não dispute a Copinha a partir de maio.
Para o dirigente, a pessoa que assumir o cargo de executivo precisa ter “um perfil que a gente entenda que é aquele que a gente quer, que é ativo, uma pessoa inteligente, uma pessoa que tenha uso da palavra, que saiba comandar, que tenha decisões e que tome decisões importantes”, afirma.
Participação na Copa FGF
Como esperado, Tavares não confirma a participação do Pelotas na Copinha, já que a direção segue avaliando a viabilidade. No entanto, garante que o clube irá confirmar o nome na lista de interessados até o dia 18 de março para participar do Congresso Técnico no dia 23, quando os clubes descobrirão quais vagas a competição vai oferecer como premiação.
“Vamos ver o que acontece aqui no Pelotas. Vamos ver o que a gente consegue reunir de ideias, de recursos. Sempre pensando em jogar, claro, mas com muita consciência, com os pés no chão e com a responsabilidade de não criar dívidas para o clube, que tem uma competição importantíssima ali na frente em agosto”, analisa Tavares.
A principal reclamação do dirigente é a falta de informações sobre a competição, o que deixa o clube sem saber até mesmo pelo que irá disputar. Hoje, a tendência é que a competição oferte vaga na Copa Sul-Sudeste e na Série D, mas existe a possibilidade da FGF oferecer uma vaga na Copa do Brasil, o que aumentaria o interesse dos clubes.
Para Tavares, os custos para disputar a Copinha são altos, como gastos com elenco e viagens. Além disso, em cada jogo o mandante precisa pagar à FGF R$ 3,7 mil em taxas de forma antecipada. Esses fatores preocupam o diretor quanto a um eventual “desgaste” do clube antes da Divisão de Acesso, que é o grande objetivo do Pelotas na temporada.
“Esse é um custo tem que ser avaliado. Que competição é essa? Me leva ao quê? Me dá o quê? A gente não sabe nada. Nós estamos na nuvem. Essa é a verdade, no escuro. Então, tem que ser visto muito bem, porque o Pelotas tem um grande objetivo, que é a segunda divisão”, completou o dirigente.
Entrevista completa com Carlos Augusto Tavares, diretor de futebol do Pelotas, disponível a partir das 19h desta quarta-feira.
