O crime dos banhados coloca Pelotas na história do cinema brasileiro

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

O crime dos banhados coloca Pelotas na história do cinema brasileiro

Por

Há 112 anos

Em 23 de fevereiro de 1914, Pelotas assistia a um marco do cinema nacional. Naquele dia, o português radicado na cidade, Francisco Santos, lançava O Crime dos Banhados, considerado o primeiro longa-metragem de ficção produzido no Brasil. A exibição, realizada no Coliseu Pelotense, mobilizou o público e ganhou registro elogioso na imprensa da época.

Produzido pela Guarany Filmes, estúdio fundado por Santos em Pelotas, o filme reconstituía um crime real ocorrido no Quinto Distrito de Rio Grande, na região dos Banhados, na Fazenda do Passo da Estiva. Dividida em quatro partes, “o dinheiro”, “a caça”, “os associados” e “a emboscada”, a obra dramatizava a chacina de uma família, supostamente motivada por disputas políticas envolvendo o ex-intendente Trajano Lopes.

Visionário

Empreendedor visionário, Santos havia se estabelecido em Pelotas em 1909, após anos de circulação com sua companhia teatral. Na cidade, estruturou a Fábrica de Fitas Guarany e tornou-se sócio do Theatro Guarany, na década de 1920, consolidando-se como pioneiro do cinema fora do centro do país. Um ano antes do longa, lançara a comédia Os óculos do vovô (1913), também produzida localmente.

Hoje, O Crime dos Banhados é considerado um filme perdido. Resta apenas um fotograma, preservado na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. Ainda assim, sua importância permanece intacta. Com as iniciativas de Santos, Pelotas se tornou cenário de uma experiência fundadora do cinema brasileiro, projetando nas telas o início de uma história audiovisual no país.

Histórica

A casa onde funcionou a produtora de Santos existe até hoje na Marechal Deodoro esquina com a General Telles. Os óculos do vovô é considerado o filme de ficção brasileiro mais antigo com fragmentos ainda preservados.

Fonte: Francisco Santos: Um ilustre desconhecido, Liangela Xavier; wikipedia.org;

Há 50 anos

Comunidade ficava independente da ajuda das telefonistas (Foto: Reprodução)

Pelotenses aguardavam a liberação da Discagem Direta Internacional

A comunidade de Pelotas vivia a expectativa da liberação definitiva da rede telefônica de Discagem Direta Internacional. Na época, o então presidente da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), Haroldo Corrêa de Matos, confirmou que a novidade chegaria ainda em fevereiro de 1976.

Matos disse que encaminharia em seguida um comunicado oficial à Companhia Riograndense de Telecomunicações, autorizando a liberação da DDI para Pelotas e também para Porto Alegre e Caxias do Sul.

Com a liberação do DDI os pelotenses poderiam falar diretamente com os Estados Unidos, Canadá, Porto Rico, Havaí, Bermudas, Bahamas, Ilhas Virgens e Alasca. Enquanto isso, a Embratel prometia reativar suas negociações internacionais, visando ampliar também ao Japão e à Europa Ocidental. Essas negociações já foram iniciadas com os governos da França, Alemanha, Itália, Grã-Bretanha e Japão.

Testes e inaugurações

Em janeiro daquele ano foram feitos testes de operacionalidade, que revelaram índices de qualidade nas disciplinas dessas três cidades. Haro). Matos disse ainda que as cidades gaúchas de Guaíba, Canoas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Cruz do Sul, Estrela, Taquara, Montenegro, Esteio, Vacaria, Campo Bom e Sapiranga também estavam sendo testados para o DDI. Estimava-se que o fim das verificações ocorreria no dia 20 do mês de fevereiro, quando os resultados seriam analisados por técnicos da Embratel e CRT.

O DDI foi inaugurado em novembro de 1975, beneficiando as cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Recife e Belo Horizonte. Salvador e São Paulo inauguraram o serviço nos dias 16 e 24, respectivamente, enquanto Vitória e Guarapari fariam nas semanas seguintes.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Acompanhe
nossas
redes sociais