Na reta final para a 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos, nos dias 24, 25 e 26, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa, no Capão do Leão, o ritmo é de muito trabalho e organização dos 230 estandes, que estarão à espera dos 20 mil visitantes estimados pela organização. Grandes máquinas e equipamentos chegam a todo instante, consolidando mais uma edição do evento com projeção nacional. Mesmo com a área de plantio sendo reduzida a cada ano, o cultivo do arroz ainda é palco para muitos debates. E por tanto, a Federarroz, realizadora do evento, elencou o tema “Cenário atual e perspectivas: conectando o campo e a cidade”.
Arenas de Inovação e de Drones, vitrines tecnológicas e a ampliação da Feira da Agricultura Familiar estão entre os destaques da edição que reunirá produtores, pesquisadores, empresários e autoridades, colocando os desafios da cadeia produtiva como centro do debate. O evento tem patrocínio do governo do Estado e do IRGA, e correalização da Embrapa e do Senar.
A colheita está no início, sendo o março concentração a maior parte do processo. Apesar de problemas climáticos, como uma onda de frio atípica no início do ano, a expectativa é de boa produtividade, impulsionada pelo alto nível tecnológico adotado nas lavouras. Ainda assim, o cenário de comercialização preocupa.
Segundo o diretor técnico da Federarroz, André Matos, o setor atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos. O principal problema é o preço pago ao produtor, atualmente abaixo do custo de produção. “Temos um produto de extrema qualidade, reconhecido internacionalmente, mas o arroz está muito barato e isso desestimula o produtor a permanecer na atividade”, afirma ele em entrevista à Rádio Pelotense.
De acordo com Matos, em alguns casos é mais vantajoso para indústrias de outros estados importar arroz do Paraguai do que adquirir o produto gaúcho, devido às diferenças tributárias. A expectativa é que a reforma tributária reduza as distorções na chamada guerra fiscal entre estados.
Programação
Nos três dias estão programados debates sobre macroeconomia, gestão, inovação e tecnologia. A Câmara Setorial Nacional do Arroz também realiza reunião durante a abertura, fora de Brasília, para discutir temas como a tipificação do produto. A entidade aponta falhas na fiscalização e denuncia a comercialização de arroz tipo 3 rotulado como tipo 1, prática que prejudica a valorização do grão.
Vitrine
Na Abertura Oficial da Colheita do Arroz, a empresa Futurah Engenharia, que participa pela segunda vez, irá apresentar a paleteira autônoma EXP-15, com capacidade para 1,5 tonelada, que opera sem necessidade de operador, com sensores de segurança e programação de percurso. De acordo com o representante comercial Dhiego Marros, a Futurah também oferece assistência técnica, treinamento e demonstração em propriedades, reforçando que as soluções podem ser aplicadas tanto na indústria quanto nas granjas e operações de transporte de arroz.
