Campanha da Fraternidade 2026 propõe reflexão sobre moradia digna

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Campanha da Fraternidade 2026 propõe reflexão sobre moradia digna

Ação convida fiéis a refletirem sobre habitação, dignidade e responsabilidade social durante a Quaresma

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Campanha da Fraternidade 2026 propõe reflexão sobre moradia digna
Padre Luiz Zanetti, pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus. (Foto: Isaac Moraes)

Com o início da Quaresma, marcado pela Quarta-feira de Cinzas, a Igreja Católica lança oficialmente a Campanha da Fraternidade 2026. Criada em 1962, a iniciativa propõe, a cada ano, uma reflexão sobre questões sociais à luz do Evangelho. Neste ano, o tema “Fraternidade e Moradia” convida os fiéis a voltarem o olhar para o direito à habitação digna e para a realidade de milhares de famílias que ainda vivem em condições precárias no país.

Na Quarta-feira de Cinzas, encerra-se o período de Carnaval e tem início a preparação para a Santa Páscoa. A Quaresma compreende 40 dias de retiro espiritual e conversão, orientados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Durante esse período, as paróquias promovem encontros, momentos de oração, reflexão e celebrações litúrgicas.

Um dos momentos centrais da campanha ocorre no Domingo de Ramos, marcado neste ano para 29 de março, quando é realizada a Coleta Nacional da Solidariedade. O montante arrecadado em todo o país é destinado a projetos relacionados ao tema da campanha. Paróquias e dioceses podem apresentar propostas voltadas às suas realidades locais e encaminhá-las à CNBB, responsável pela distribuição dos recursos.

Além da dimensão social, a Quaresma é vivida como um tempo de recolhimento, silêncio, meditação, jejum e caridade com o próximo. “Somos chamados a sermos melhores, como Jesus ensinou, e assim irmos nos preparando para a verdadeira Páscoa, para uma vida renovada e um ano abençoado, com paz, fraternidade e união entre as pessoas”, explica o pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, padre Luiz Zanetti.

Campanha da Fraternidade 2026

A Campanha da Fraternidade nasceu por iniciativa de Dom Eugênio de Araújo Sales, na Arquidiocese de Natal (RN), como expressão de caridade e solidariedade em favor da dignidade humana. Desde então, anualmente é escolhido um tema considerado relevante para a sociedade brasileira.

Em 2026, a moradia volta ao centro do debate – assunto que já foi trabalhado em campanhas anteriores. Segundo padre Luiz, a proposta é lembrar a realidade de uma parcela significativa da população que enfrenta precariedade e vulnerabilidade social. “Há famílias que não dispõem de uma residência digna. A Igreja quer provocar essa reflexão: se temos nossa casa, o que podemos fazer para ajudar quem enfrenta mais dificuldades?”, questiona.

Ele também relaciona o tema às enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, que deixaram milhares de pessoas desabrigadas e ressalta a importância de refletir sobre a responsabilidade social e o cumprimento de promessas relacionadas às políticas públicas. “Há honestidade e empenho para colocar em prática aquilo que é prometido? Muitas vezes vemos que as coisas não se concretizam ou demoram demais, e as famílias continuam em situação difícil, inclusive sem condições adequadas para trabalhar e viver com dignidade”, afirma.

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