Primeira-dama do Estado visitou Pelotas e inaugurou agência do Senai

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Primeira-dama do Estado visitou Pelotas e inaugurou agência do Senai

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Atualizado quarta-feira,
18 de Fevereiro de 2026 às 11:07

Há 50 anos

Em evento festivo, foi inaugurada, em Pelotas, pela primeira-dama do Estado, Ecléa Guazzelli, a mais nova agência do Senai no Rio Grande do Sul, em fevereiro de 1976. O novo prédio se tornou a 22ª Unidade Operacional do Departamento Regional do Rio Grande do Sul.

Na época, a nova agência do Senai, que contava com uma área de 414 metros quadrados, fazia parte do Centro Integrado de Ensino Sesi/Senai, e já estava entregue à população da Zona Sul do Estado.

Cerca de seis municípios receberiam atendimento desta agência: Pelotas, Arroio Grande, Canguçu, Jaguarão, Pedro Osório e São Lourenço do Sul, que formavam uma das áreas de jurisdição do Senai, totalizando 2.164 empresas da região e 12.774 empregados, segundo dados fornecidos pelo Anuário Estatístico da Federação das Indústrias do RGS de 1974.

Em Pelotas, principalmente, para a inauguração das novas instalações do Senai, a primeira-dama do RS, teve ainda outra agenda. Durante à tarde, Ecléa Guazzelli recebeu na prefeitura representantes de instituições assistenciais do município, que levaram diferentes pleitos ao governo do Estado.

Cursos

Conforme pesquisa elaborada pela Agência, o objetivo era realizar no novo espaço dois cursos fixos: eletricidade e mecânica geral. Paralelamente, seriam desenvolvidos junto às empresas desta área, cursos de treinamento profissional, supervisão, adestramento de operários, recuperação profissional, em convênio com o INPS, atendimento das unidades militares pela 2ª Ação Cívica e Social do Exército e atendimento às entidades municipais da área.

Em 1976, cerca de 10 unidades operacionais do Senai, entre agências, escolas técnicas e centros de formação profissional, colaboraram para a montagem da agência em Pelotas, construindo máquinas, móveis ou ferramentas com finalidades pedagógicas. Contribuíram as unidades de Cachoeira do Sul, Carazinho, Santa Cruz do Sul, Canoas, Porto Alegre, São Leopoldo, Livramento, Rio Grande, Passo Fundo e Novo Hamburgo.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 100 anos

Recital de violino com o mineiro Vicente Trópia encantou os pelotenses

O Theatro Arco-Íris, em Pelotas, recebeu o concerto do menino prodígio Vicente Oliveira Trópia, então com apenas 12 anos. Em fevereiro de 1926, o jovem violinista mineiro encantou o público com um programa que reuniu peças clássicas e trechos de óperas e operetas, demonstrando domínio do instrumento e maturidade artística incomum para a idade.

Presente de Pelotas

A plateia, numerosa, aplaudiu de pé e ofereceu ramalhetes e corbélias de flores ao músico. Durante a noite, o deputado Victor Russomano entregou a Vicente uma medalha de ouro em homenagem ao talento do jovem artista. No presente estava gravado: “Ao prodigioso artista Vicente Tropia, dos amigos de Pelotas. Fevereiro de 1926”.

Prodígio

Vicente Trópia era um músico prodígio. Aos 10 anos dava concertos.  Era filho de Pedro Trópia, que nasceu em Canicattì, na Itália, e veio para o Brasil com dois anos, também músico, assim como vários dos seus irmãos e filhos.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 90 anos

Andarilho Bonikowski sai de Pelotas para o Uruguai

O escoteiro polonês A. Bonikowski despediu-se de Pelotas em 20 de fevereiro de 1926, depois de passar alguns dias pelo município. Desde o início daquele ano, o aventureiro estava realizando uma incursão por diferentes países, a pé.

Após visitar o Brasil, teria percorrido o interior dos sertões também. O audacioso andarilho saiu de Pelotas com destino ao Uruguai e à Argentina. A proposta de Bonikowski era prosseguir sua jornada até 1938.

Sobre Pelotas, Bonikowski, disse à imprensa que foi recebido com “fidalguia” e que levaria boas lembranças da comunidade local.

Fonte: Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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