Ao apresentar um balanço das ações da Secretaria Estadual de Segurança Pública, o secretário Mário Ikeda afirmou que a implantação de câmeras corporais nos uniformes de policiais militares da Região Sul não está prevista para 2026. Os equipamentos vêm sendo implementados no RS desde 2024. Na Zona Sul, a demanda pelos dispositivos ganhou força após a morte do agricultor Marcos Nörnberg, ocorrida durante uma ação da Brigada Militar.
Atualmente, a tecnologia está em funcionamento em Porto Alegre e Alvorada. Para 2026, a expectativa do governo estadual é ampliar gradualmente o uso dos equipamentos para municípios da Região Metropolitana e do Vale do Sinos. “Para a Região Sul, neste momento, não há previsão de implantação em 2026”, afirmou o secretário.
As câmeras corporais são acopladas ao uniforme dos policiais e têm como objetivo reforçar a transparência e a legitimidade das ações. Ikeda explicou que a expansão depende de recursos financeiros considerados expressivos. “Não se trata apenas da câmera, mas de todo o sistema de armazenamento seguro, cadeia de custódia e controle das imagens”, ressaltou.
Questionado sobre a morte de Nörnberg, o secretário evitou comentar o caso, que segue em apuração. “Após a conclusão dos inquéritos, será possível emitir uma avaliação. Neste momento, não é possível fazer juízo de valor sobre eventuais acertos ou erros”, declarou.
Atuação na Região Sul
Ikeda destacou 2025 como o melhor ano da série histórica em redução dos indicadores de criminalidade no Estado. Segundo ele, os dados de janeiro de 2026 mantêm a tendência positiva, inclusive na Região Sul. “A região tem apresentado ótimos indicadores, especialmente na redução de homicídios e crimes violentos letais intencionais”, afirmou.
Em relação à violência doméstica e ao feminicídio, o secretário enfatizou a possibilidade de registro de ocorrência e solicitação de medida protetiva de forma on-line, além da ampliação do monitoramento de agressores e da criação da Secretaria da Mulher.
Para 2026, estão previstas novas contratações para ampliar o monitoramento eletrônico de agressores e o cercamento eletrônico por meio de câmeras de videomonitoramento e leitura de placas. A previsão é que o sistema seja instalado ainda no primeiro semestre em Pelotas e Rio Grande.
O secretário também informou que a Delegacia de Repressão aos Crimes Rurais (Decrab) de Rio Grande deve ser oficialmente formalizada até o final de março.