Em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (12), foi aprovado por unanimidade pelos servidores vinculados ao Sindicato dos Servidores Federais em Educação de Pelotas e Capão do Leão (Asufpel), o indicativo de greve da categoria. As atividades deverão ser impactadas a partir do dia 23 de fevereiro.
A greve é motivada, de acordo com o sindicato, pelo descumprimento do acordo firmado com os servidores técnicos-administrativos em educação (TAEs) em 2024. O governo teria cumprido apenas a parte salarial. Houve a recomposição de 9% da inflação acumulada entre 2016 e 2022 e está garantido no acordo mais 5% de reajuste previsto para abril. No entanto, os trabalhadores afirmam que permanecem pendentes questões como a racionalização das carreiras, o reconhecimento de saberes e competências para os técnicos-administrativos, a regulamentação da jornada de trabalho e as demandas dos aposentados.
Sobre as pautas apresentadas na assembleia desta quinta-feira, os servidores reforçaram a pauta nacional da categoria, que é o cumprimento integral do acordo de greve de 2024.
Greve
Com a paralisação, setores como bibliotecas, laboratórios e atendimentos administrativos tendem a funcionar de forma mais lenta ou até com portas fechadas. Na área da saúde, embora o atendimento essencial não deva ser interrompido, são esperadas restrições de horário e ações de mobilização.
A coordenadora da Asufpel, Mara Beatriz Gomes, afirma que a universidade será regularmente informada. “Espera-se que a deliberação da categoria seja respeitada conforme prevê a autonomia constitucional”, diz. A Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ainda não se manifestou sobre o anúncio.
Sobre a expectativa de professores integrarem a paralisação, Mara explica que cada categoria tem sua representação sindical. “O diálogo é permanente. A avaliação sobre o cumprimento ou não do acordo de greve dos docentes, pertence à categoria”, reforça.
Institutos Federais
Nestas instituições, as paralisações envolvem tanto os técnicos quanto os docentes, uma vez que o Sinasefe representa ambas as classes. A deliberação sobre uma possível greve no IFSul deverá ocorrer entre o final de fevereiro e o início de março, após a realização de uma Plenária Nacional.
