Desde a última terça-feira (3), o Sul do Brasil está sob influência de uma forte onda de calor. No Rio Grande do Sul, o alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) abrange parte do território e não inclui a Zona Sul, mas, ainda assim, tem impactado os termômetros. A tendência é que haja uma mudança no padrão climático, com início nesta sexta (6), e que fará as temperaturas ficarem mais amenas durante o final de semana.
Os primeiros sinais da mudança do tempo devem ser percebidos no Sul do Estado, com o aumento da nebulosidade, uma vez que é por esta porção do território gaúcho que a instabilidade, que se forma sobre o Uruguai, irá avançar para as demais regiões.
De acordo com o Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPMet) da UFPel, áreas de instabilidade podem provocar aumento de nebulosidade no Extremo Sul, com possibilidade de pancadas isoladas de chuva, especialmente nas áreas de fronteira. Já na faixa leste, a maior disponibilidade de umidade combinada às altas temperaturas pode favorecer a ocorrência bastante isolada de pancadas de chuva durante esta tarde.
Nesta quinta-feira (5), os termômetros superaram os 34ºC de máxima na maior parte das cidades da Zona Sul, com destaque para Jaguarão, que chegou a 39.8ºC, e Cerrito, com 37ºC. A sensação térmica, durante a tarde, superou os 41ºC em Pelotas.
Chegada da chuva
O avanço da frente fria vinda do Uruguai deverá enfraquecer, gradualmente, o bloqueio atmosférico causado pela massa de ar seco e quente que predominou sobre o Rio Grande do Sul ao longo da semana. Isso significa que as altas temperaturas ainda devem ser registradas, ao menos, até o final desta manhã. A instabilidade deverá avançar no começo da tarde, trazendo chuva localmente forte até o final do dia em pontos da Zona Sul.
Junto com a precipitação, a expectativa é que esta frente fria também traga uma diminuição nas temperaturas, com máximas não ultrapassando os 26 graus no sábado (7) e no domingo (5).
A chuva não deve se estender por todo o final de semana, tendo o predomínio de sol entre algumas nuvens e períodos de maior abertura de céu durante as tardes.
O que é a onda de calor?
O fenômeno é definido pela persistência de temperaturas ao menos 5 graus acima da média climatológica por vários dias consecutivos.
As ondas de calor não devem ser confundidas com as tardes de calor expressivo, que são comuns no verão. Elas estão relacionadas com as altas temperaturas por período prolongado, com calor acumulado dia após dia e noites pouco refrescantes, o que amplia os riscos à saúde. A umidade relativa do ar também fica extremamente mais baixa que o normal, entre 30% e 40%, o que agrava os riscos com a desidratação.
Nesta segunda onda de calor do ano no Brasil, houve predomínio de ar seco, céu aberto e ausência de chuva, cenário que é típico de eventos mais intensos no Sul do Brasil. Estas condições acendem o alerta para as estiagens que prejudicam todo o setor produtivo.
