Primeira planta de energia renovável do Rio Grande do Sul começará a operar em 2027

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Primeira planta de energia renovável do Rio Grande do Sul começará a operar em 2027

Empreendimento será construído no Distrito Industrial e conta com um investimento de aproximadamente R$220 milhões

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Primeira planta de energia renovável do Rio Grande do Sul começará a operar em 2027
A unidade produzirá amônia verde, insumo amplamente utilizado na indústria química e na produção de fertilizantes, a partir de fontes renováveis (Foto: Jô Folha)

Rio Grande vai receber a primeira planta industrial de amônia e hidrogênio verde do Rio Grande do Sul, em um investimento estimado em R$ 220 milhões. O anúncio marca o início da construção do empreendimento, que será implantado ainda no primeiro semestre deste ano e deve começar a operar em meados de 2027, posicionando o município como referência nacional em inovação e sustentabilidade industrial.

O projeto é da Fontes Verdes, empresa paulista especializada em soluções sustentáveis para o setor químico. Segundo o CEO da companhia, Guilherme Fontana, o anúncio feito em Rio Grande representa oficialmente o início da implantação da planta. “A nossa última passagem foi de um anúncio oficial do start, do início da construção dessas plantas”, afirma.

A unidade produzirá amônia verde, insumo amplamente utilizado na indústria química e na produção de fertilizantes, a partir de fontes renováveis. “As matérias-primas que a gente usa numa planta dessa são água, sol e ar. Com essas composições, o produto final será a amônia verde”, explica Fontana. O diferencial está no uso de energia limpa e na eletrólise da água, processo que elimina a emissão de gases poluentes.

Escolha estratégica do município

A decisão de instalar a planta em Rio Grande levou em conta fatores logísticos, industriais e institucionais. De acordo com o CEO, a cidade já possui um ambiente favorável à indústria química, além da estrutura portuária. “Rio Grande já é um grande porto, a estrutura portuária na produção já desova o retrabalho da amônia, mas ela ainda não era verde”, destaca.

Outro fator decisivo foi o apoio institucional do município. “Os órgãos públicos da cidade nos acolheram com muita facilidade, com um empenho muito inédito do que a gente tem vivido no Brasil”, diz. Para ele, o profissionalismo e a agilidade nos processos de licenciamento foram fundamentais para a escolha.

Geração de emprego e impacto regional

Durante a fase de construção, o projeto deve gerar empregos diretos e indiretos, com prioridade para a mão de obra local. “Durante o processo construtivo, vamos ter gerações de emprego, emprego especializado, que a região já tem”, diz Fontana, citando a tradição petroquímica da região Sul,que tem a primeira refinaria de petróleo do Brasil.

A operação da planta também deve absorver profissionais formados nas universidades locais, como a Furg e os institutos federais.

Cronograma da obra

Segundo a Fontes Verdes, a implantação da planta começa até o final do primeiro semestre, com prazo de construção estimado entre nove e 12 meses. “A nossa previsão é, no final de junho, começarmos a implantação, a construção de fato”, explicou o CEO. O início da operação está previsto para cerca de 18 meses após o início das obras, com o start esperado para o meio de 2027.

Polo de energia limpa

Além do impacto econômico imediato, a expectativa é que Rio Grande se consolide como um polo atrativo para novos investimentos em energia limpa. “Esse start foi dado por nós, mas, sem dúvida, isso deve atrair outras empresas que têm esse mesmo contexto sustentável em seu DNA”, projeta Guilherme.

A planta também contribui para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados. Para Fontana, o legado do projeto vai além dos números. “Estamos colocando o município em um patamar de inovação e de despontamento mundial, com um produto extremamente utilizado, mas feito de forma sustentável”, afirma.

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