Rematão da 42ª Feovelha supera R$ 1 milhão

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Rematão da 42ª Feovelha supera R$ 1 milhão

Na reta final do evento, a expectativa é consolidar a força da ovinocultura no Estado

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Atualizado sexta-feira,
30 de Janeiro de 2026 às 17:21

Rematão da 42ª Feovelha supera R$ 1 milhão
(Foto: Divulgação)

O primeiro Rematão da 42ª Feovelha, realizada no Parque Charrua, em Pinheiro Machado, confirmou a força da feira e da ovinocultura gaúcha. Somente no rematão inicial, o volume de negócios ultrapassou R$ 1 milhão, com a comercialização de cerca de 1,8 mil animais, um resultado histórico, segundo o presidente do Sindicato Rural de Pinheiro Machado, Paulo Alves.

Para ele, os números reforçam que a Feovelha é hoje uma marca consolidada não apenas no município, mas em todo o Brasil. “É a maior e melhor oferta de ovinos do país. Os resultados mostram a importância do evento, que chega à sua 42ª edição com credibilidade e visibilidade nacional”, destaca. Além dos remates, a sexta-feira (30) contou com julgamentos de animais e marcou o início oficial da programação institucional da feira, em uma cerimônia com diversas representações estaduais.

Entre os destaques esteve a reunião da Regional Sete da Farsul, e da Azonasul que reúne representantes de mais de 23 municípios da região Sul. O encontro é considerado estratégico para o encaminhamento de demandas do setor produtivo. Alves lembrou que políticas públicas importantes para a ovinocaprinocultura brasileira tiveram origem em debates realizados durante a Feovelha, incluindo o programa nacional que rege o setor, assinado em Pinheiro Machado.

Lã e carne

Produtor há 33 anos, Joaquim Soares Neto, da Cabanha Espinilho, de Pinheiro Machado, afirma que a ovinocultura faz parte de sua história familiar e representa o sustento da propriedade. Para ele, eventos como a Feovelha simbolizam tradição, identidade e a própria vida no campo. Entre os principais desafios do setor, o produtor aponta a necessidade de maior organização da cadeia produtiva, especialmente em logística, escala e comercialização.

“A rentabilidade do produtor está concentrada principalmente na venda de cordeiros para carne, enquanto a lã, que sofreu forte desvalorização durante a pandemia, voltou a apresentar recuperação com a redução dos estoques mundiais e a retomada dos preços”, destaca. Segundo ele, o mercado interno tem capacidade para absorver toda a produção de carne ovina, o que indica potencial de crescimento para a atividade.

Atendimento

O presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, destaca o papel da feira como espaço de valorização da ovinocultura e de articulação de políticas públicas. Segundo ele, em 2025, a Emater atendeu mais de seis mil produtores de ovinos no Estado, com orientação técnica em manejo, sanidade, produção e aproveitamento da lã. Schwerz também ressaltou a importância do artesanato em lã, atividade que envolve majoritariamente mulheres e gera renda complementar nas propriedades rurais.

A programação da Feovelha segue até domingo, com oficinas técnicas, concursos, leilões de diferentes raças, exposições, pavilhões da agroindústria familiar e da indústria e comércio, além de atrações culturais e musicais.

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