Retrato do que podemos ser

Editorial

Retrato do que podemos ser

Retrato do que podemos ser
(Foto: Paulo Rossi)

Chegamos ao último dia do Festival Internacional Sesc de Música e o clima de saudade já toma conta. Por praticamente duas semanas, Pelotas viveu e respirou apresentações musicais que lotaram os espaços. Aqui na esquina do Grupo A Hora, no Conservatório de Música, as filas tornaram-se rotina. O Guarany, sempre lotado. Hoje certamente o Largo do Mercado receberá milhares de pessoas. E isso indica, sem qualquer dúvida, uma veia de turismo e consumo voltado ao entretenimento é um bom caminho.

Viemos de uma sequência de meses de atividades culturais. Houve o aniversário da cidade em julho, o Dia do Patrimônio em agosto, as movimentações da Feira do Livro em novembro e o Doce Natal em dezembro. Em todos, vimos um Centro vivo, lotado de pessoas. Agora, em janeiro, mesmo diante do calorão e das férias, o cenário se repetiu com o festival. Tal cenário aponta para uma óbvia necessidade de calendários anuais cada vez mais cheios de atrações que estimulem a circulação na área histórica da cidade. Comércio, serviços e consumo são muito estimulados a partir disso.

Pelotas precisa compreender suas vocações e o turismo é uma delas. Mesmo que haja um anseio por outras tantas frentes, a cultura é uma parte fundamental da identidade da cidade e constrói a nossa comunidade. Confunde-se com a própria ideia de Pelotas, construída ao longo dos séculos. Isso é um diferencial dentro do próprio cenário gaúcho. Somos produtores de arte em um nível muito acima dos demais, algo bem diferenciado para uma cidade de interior. Fomos formados por diversas etnias no passado que agregaram culturas a esse mix e, hoje, como uma cidade universitária, recebemos pessoas de todos os cantos do país e do exterior.

O Festival Internacional de Música é um indicativo de duas semanas de uma Pelotas que está adormecida, mas que pode-se tornar padrão. Há exemplos mundo afora de cidades que abraçaram a cultura, a música e a criatividade como suas identidades e isso fez bem para a economia. Seguiremos insistindo em outras frentes, como a industrialização e serviços, mas essa é uma chance clara de marcarmos um golaço e crescer em mais uma frente.

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