Focos de mosquito da dengue aumentam em Rio Grande e ações são intensificadas

SAÚDE PÚBLICA

Focos de mosquito da dengue aumentam em Rio Grande e ações são intensificadas

Cidade não tem casos confirmados, mas previsão de chuva para os próximos dias liga alerta

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Atualizado quinta-feira,
29 de Janeiro de 2026 às 09:29

Focos de mosquito da dengue aumentam em Rio Grande e ações são intensificadas
Só neste ano, são dez casos suspeitos da doença e quase 30 focos do transmissor identificados (Foto: Jô Folha)

Rio Grande divulgou em seu último boletim epidemiológico sobre a dengue e chikungunya, o aumento no número de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças. A situação preocupa a Secretaria da Saúde, que intensificou ações de conscientização para combate, uma vez que os focos identificados estão espalhados por diversos bairros da cidade.

A cidade não confirmou nenhum caso de dengue ou de chikungunya em 2026. Até o momento, foram notificados 10 casos suspeitos de dengue, sendo oito já descartados e outros dois aguardando o resultado das análises laboratoriais. Com relação à chikungunya, os dois casos suspeitos ainda estão em análise. Em 2025, Rio Grande registrou 16 casos de dengue, sendo 11 autóctones (quando a infecção acontece dentro do município) e cinco importados.

Com relação aos focos do mosquito, são 28 registros distribuídos em diversos bairros da cidade. As maiores concentrações estão no Distrito Industrial, Centro, Cidade Nova e Vila da Quinta. Na análise da Vigilância em Saúde, responsável pelo monitoramento das arboviroses em Rio Grande, as regiões do Centro e da Cidade Nova são as que devem receber maior atenção da população neste momento.

A superintendente do órgão, Michele Meneses, demonstra preocupação com a situação atual ao comparar os dados deste ano com o mesmo período do ano passado. “Analisando os dados até essa semana epidemiológica e comparando com o mesmo período do ano passado, já nos causa grande preocupação. Os focos são, principalmente, de mosquitos alados, ou seja, o mosquito adulto. Isso aumenta o risco das pessoas ficarem doentes”, diz.

Monitoramento

A chuva esperada para os próximos dias na Zona Sul também preocupa, uma vez que as temperaturas elevadas e as precipitações criam o cenário propício para a proliferação do mosquito. Por conta disso, a Vigilância em Saúde pede a colaboração da comunidade nas ações de prevenção e combate aos focos de Aedes aegypti.

O órgão trabalha com visitas domiciliares e monitoramento contínuo. Além disso, são usadas armadilhas, as chamadas ovitrampas. Compostas por um recipiente preto com água e uma palheta de madeira (Eucatex), simulam um local ideal para a fêmea depositar ovos, permitindo que agentes mapeiem áreas de risco e direcionem ações de combate. “A fêmea coloca os ovos naquele local e podemos identificar rapidamente os locais de infestação”, explica Michele.

Outro fator que amplia o monitoramento do órgão, segundo a superintendente, é o incremento de 60 novos Agentes de Combate a Endemias (ACE’s). Os profissionais foram contratados pela prefeitura e já estão atuando no município desde a metade do mês de dezembro.

Como prevenir

A Vigilância em Saúde reforça a indicação para que a população elimine a água parada, como principal medida de prevenção. Pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas entupidas, ralos e qualquer recipiente que possa acumular água devem ser verificados com frequência.

A colaboração da comunidade é considerada fundamental para reduzir os focos do mosquito e evitar o avanço das arboviroses no município.

Além disso, em caso de identificação de sintomas como febre alta repentina, dores intensas no corpo, articulações e atrás dos olhos, além de dor de cabeça, manchas vermelhas, náuseas e vômitos, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

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