Os prazos precisam ser respeitados

Editorial

Os prazos precisam ser respeitados

Os prazos precisam ser respeitados
(Foto: Jô Folha)

É preocupante a postura do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) diante dos prazos para a concessão da Rota Portuária Sul, o antigo Polo Pelotas. Isso porque as audiências públicas, prometidas para dezembro, ficaram para janeiro e agora se fala em primeiro trimestre. Ou seja, após o fim do contrato atual, com a Ecovias Sul, que ocorrerá em 3 de março. Já durante o período de gestão do Dnit. Há a promessa de que o edital seja finalizado em maio e o leilão ocorra em agosto. Agora, nem isso mais é garantido, conforme a resposta da Antt ao Grupo A Hora, citadas na página 4 desta quinta-feira (29), na coluna de Pedro Petrucci.

As audiências públicas são fundamentais para que não existam os mesmos problemas que tanto permeiam o contrato atual. É importantíssimo que a comunidade seja ouvida, que todos os problemas atuais e potenciais sejam colocados na mesa e que o debate seja amplo, claro e objetivo: a concessão tem que considerar as demandas necessárias para o desenvolvimento da Zona Sul. É importantíssimo que fique claro que, se houver algum erro ou falha neste edital de agora, talvez tenhamos que esperar mais 30 anos para rediscutir o cenário. O que é inviável.

Precisamos aprender com o passado e com o contrato mal desenhado de 1998. Repetir erros é impensável. Por isso, a região deve mobilizar-se para pressionar o ministério e a ANTT para que as audiências ocorram e, principalmente, que sejam produtivas. A correria é inimiga da precisão e isso é o que gera preocupação. Lideranças políticas, empresariais e de classe devem se mobilizar para que sejamos ouvidos e que nossos interesses contem neste processo. Eles são o fator mais importante.

A poucas semanas do fim da atual concessão, e sem previsão de uma renovação temporária no horizonte, o Dnit assumirá e teremos muito provavelmente um ambiente de maior urgência, já que diversos serviços, sobretudo o de guincho e ambulância, deixarão de ser prestados. É mais um fator que vai ser colocado nessa equação, mas há que se repetir: a pressa não pode nos aloprar. É necessário ser cirúrgico para que o desenvolvimento regional norteie o processo inteiro.

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