Pelotas dá o tom da orquestra nacional do Sesc

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Pelotas dá o tom da orquestra nacional do Sesc

Concerto na noite desta quarta marca o nascimento de um projeto inédito que reúne jovens músicos de 11 estados

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Atualizado terça-feira,
27 de Janeiro de 2026 às 17:58

Pelotas dá o tom da orquestra nacional do Sesc
(Foto: Paulo Rossi)

O 14º Festival Internacional Sesc de Música faz história, na noite desta sexta-feira (28), com a estreia da Orquestra Jovem Sesc Brasil, iniciativa inédita que nasce em Pelotas e projeta alcance nacional. O concerto de apresentação ocorre às 20h30min, no Theatro Guarany, sob regência do maestro Geovane Marquetti. Os ingressos ainda disponíveis serão distribuídos gratuitamente a partir das 18h, na bilheteria do teatro.

Formada por 51 jovens músicos oriundos de projetos de orquestra do Sesc em 11 estados, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul e Sergipe a Orquestra Jovem Sesc Brasil representa um marco no trabalho de educação musical desenvolvido pela instituição e fortalecida com o Festival Sesc de Música. O repertório de estreia reflete essa proposta, transitando entre a música de concerto e a música popular brasileira, com obras que evidenciam a diversidade cultural das diferentes regiões do país.

A criação da orquestra é resultado de um processo de amadurecimento iniciado há cerca de seis anos, a partir dos encontros promovidos durante o Festival Internacional Sesc de Música em Pelotas. Segundo a analista de Música do Departamento Nacional do Sesc, Silvia Guida, foi justamente o ambiente do Festival que funcionou como catalisador da ideia. “Todos vimos em Pelotas um grande espaço para vivenciar a música. A partir disso, começamos a reunir cada vez mais projetos de orquestras jovens do Sesc, até que a ideia de uma orquestra nacional se consolidou”, explica.

Uma missão em comum

Os projetos de música do Sesc começaram a surgir espontaneamente nas unidades regionais a partir de 2004, alinhados à missão institucional de promover cultura, educação e inclusão social. Embora diversos entre si, com iniciativas voltadas a bandas, metais, orquestras de câmara ou escolas de música, todos compartilham princípios comuns. “Cada estado tem seu sotaque, seu perfil, sua riqueza cultural. Essa diversidade é uma potência imensa. Ao mesmo tempo, há um balizador de qualidade e de missão que une todos esses trabalhos”, destaca Silvia.

A primeira unidade a participar do Festival em Pelotas foi a Orquestra de Câmara do Sesc Minas, surgida em 2012, a mais antiga em funcionamento, que integra jovens de 10 a 14 anos. Ao longo dos anos foram sendo agregadas grupos de outros estados e essa não é a primeira vez que esses músicos tocam, porém agora chega a formalização de uma orquestra única com representantes de todas as unidades.

Assim, como a mais velha das orquestras, a mais nova, a Orquestra Jovem Sesc do Rio Grande do Sul, com sede em Pelotas, também vai participar.

Intercâmbio permanente

O atual regente da Orquestra Sesc RS, André Munari, era assistente do maestro Evandro Matté, na 9º edição do Festival, quando as orquestras de Minas Gerais, Sergipe e do Piauí vieram para o evento. Foi Munari quem, na época, trabalhou com os jovens coletivamente e criou uma programação única para esses grupos. “Foi ali a sementinha que despertou a sementinha para se criar esse projeto lindo que é Orquestra Jovem Sesc Brasil”, relembra Munari.

Para Silvia, a Orquestra Jovem Sesc Brasil surge, assim, como um espaço permanente de intercâmbio artístico e humano. Os jovens músicos vivenciam não apenas a experiência de tocar em uma formação sinfônica, mas também o convívio com colegas de diferentes origens, culturas e trajetórias. “É um projeto com muitas camadas de importância. Ensina o coletivo, o ouvir o outro, o construir um som único a partir da diversidade”, resume a analista.

Neste ano, a partir dessa estreia oficial, o projeto prevê dois períodos de imersão presencial, intercalados por atividades à distância, com ensaios on-line e acompanhamento pedagógico de um corpo de professores, também à distância. O próximo grande encontro está marcado para setembro, no Rio de Janeiro, durante as celebrações dos 80 anos do Sesc, quando a orquestra fará um concerto especial na capital fluminense.

Programação desta quarta-feira (28)

  • 13h – Recital de Alunos – Conservatório de Música da UFPel
  • 15h – Grupo de Choro do Festival – Asilo de Mendigos de Pelotas
  • 17h30 às 19h – Apresentações Lounge do Festival (Mercado Público)
  • 19h – Recital de Madeiras, Cordas, Metais e Piano | Cássia Lima (BRA), Mariana Gomes (BRA), Stanimir Todorov (BUL), Max Uriarte (BRA), José Milton Vieira (BRA), Paulo Bergmann (BRA) – Conservatório de Música
  • 20h – Banda do Gonzaga – Comunidade Jesus Operário
  • 20h30min – Orquestra Jovem Sesc Brasil | Núcleo Sopros e Percussão – Theatro Guarany
  • 21h – Jam Session – Encontro de celebração do Festival – Lounge PSJ

 

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