Novo atleta do Grêmio Náutico União (GNU), João Pedro Milgarejo mira sua primeira competição na temporada representando o clube porto-alegrense, com a disputa da seletiva para a Seleção Brasileira de barcos single skiff e dois sem. O atleta pelotense está em seu primeiro ano competindo pela categoria sub-23.
Milgarejo assinou contrato com o GNU no dia 4 de janeiro e já iniciou os trabalhos na Ilha do Pavão, na capital gaúcha, com o treinador Marcelus “Cabeça” Marsili, responsável pelos remadores sub-23.
“Está sendo uma experiência muito boa para mim, que já esperava vir para o Grêmio Náutico União. Era um dos meus objetivos na carreira”, destaca o atleta, em entrevista à Rádio Pelotense 99,5 FM.
Ainda em período de adaptação ao novo clube, após passar a carreira no Remar para o Futuro, Milgarejo terá pouco mais de um mês para estar pronto para sua primeira competição oficial. Seu primeiro objetivo é conquistar a vaga na seletiva em fevereiro para representar a Seleção Brasileira Sub-23 nas competições deste ano. Outro foco em 2026 será o Campeonato Brasileiro de Barcos Longos, em outubro.
Temporada “pesada”
Milgarejo é o único sobrevivente do acidente com a delegação do Remar para o Futuro, em outubro de 2024. Portanto, 2025 foi sua primeira temporada completa após o fato que vitimou sete amigos e colegas de equipe, além de Oguener Tissot, coordenador do projeto pelotense. Ele ressalta que enfrentou desafios causados pelo acidente, mas que, nas competições, conseguiu atingir bons resultados.
“A minha temporada de 2025 foi bem pesada. Ainda estou passando por uns desafios, que é depressão. Eu estou lutando contra isso, mas é consequência do que aconteceu. A minha temporada em 2025 foi difícil, mas eu completei a temporada como esperado. […] Eu não tenho muito o que reclamar da minha temporada em 2025, foi só a gratidão.”
O remador pelotense relembra quando esteve presente no último Campeonato Brasileiro de Barcos Longos, quando fez uma homenagem às vítimas do acidente.
Mudança de realidade
De forma paralela aos treinos no Grêmio Náutico União, Milgarejo já projeta o futuro também na faculdade. Seu objetivo é cursar Educação Física e Fisioterapia. Atualmente, está no terceiro ano do Ensino Médio.
No novo clube, ele explica as diferenças de remar no Arroio Pelotas, local dos treinos do Remar, para o Guaíba, onde o GNU realiza as atividades.
“Aqui tem bastante vento a favor. A questão do peso da água, aqui é mais leve um pouco. Eu, pelo menos, senti que a água é mais leve, comparando com o Arroio Pelotas. A gente tem muita curva no Arroio Pelotas e é um pouco ruim para um remador, que, por exemplo, quer fazer algum tiro, algum treino; tem que sempre se preocupar com curvas. Aqui é mais tranquilo de remar, porque é reto e também o vento ajuda bastante”, analisa.
Por outro lado, Milgarejo acredita que as dificuldades encontradas ao remar no Arroio Pelotas preparam os atletas quando chegam para uma competição em um local mais favorável para remar. “A gente não passa tanto sufoco para se adaptar”, concluiu o atleta na Rádio Pelotense.
