Pelotense entre os favoritos para assumir novo Ministério

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Pelotense entre os favoritos para assumir novo Ministério

Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues é um dos favoritos para o Ministério da Segurança Pública, que ainda deve ser criado

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Pelotense entre os favoritos para assumir novo Ministério
(Foto: Agência Brasil)

O pedido de demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, coloca o pelotense Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), entre os nomes mais cotados para assumir a pasta, embora uma ala de políticos ligados ao governo federal não demonstre apoio à indicação.

Inicialmente, seu nome vinha sendo trabalhado para comandar o futuro Ministério da Segurança Pública, promessa do governo Lula, mas a criação da pasta ainda depende da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e enfrenta entraves orçamentários. Em meio às articulações políticas, outros nomes também surgem como possíveis indicações, entre eles o de Tarso Genro, que já chefiou o ministério.

Para jornalistas pelotenses que atuam em Brasília, o cenário político para Rodrigues é incerto, especialmente por se tratar de um momento de reestruturação ministerial, com o esvaziamento de cargos em função da corrida eleitoral.

O presidente costuma argumentar, como uma de suas marcas, a independência concedida à polícia federal e alguns críticos apontam que episódios recentes teriam extrapolado limites e exigido maior controle ministerial, como a inclusão do nome de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Lula, em uma investigação sobre fraude no INSS.

A jornalista pelotense Rafaela Rosa, do portal PlatôBR, que cobre o Congresso Nacional, avalia que a possibilidade de Andrei Rodrigues assumir o Ministério da Justiça é pequena, já que a intenção do governo seria indicá-lo para a pasta a ser criada. “O novo ministério vai depender da aprovação da PEC da Segurança Pública, que o Motta (Hugo Motta – Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, já sinalizou que será prioridade neste início de ano. Mas era prioridade no ano passado também. O deputado federal Mendonça Filho (União Brasil) teve mais tempo para apresentar o relatório e não o fez. Então, a criação desse ministério segue pendente”, explica.

Segundo Rafaela, há ainda uma ala do PT que considera Andrei Rodrigues pouco inclinado à política. Outros profissionais da área também o veem como um perfil mais técnico do que político, por ser delegado de carreira e discreto, embora o cargo que ocupa tenha lhe dado maior projeção no cenário nacional.

“100% ministro”

O jornalista Henrique Pires, chefe da Casa do Rio Grande do Sul, pasta que representa o governo do Estado em Brasília, já chefiou gabinetes de ministros de Estado e foi secretário especial da Cultura do governo federal, tem outra avaliação. “Aqui, o que se comenta é que Andrei será ministro, seja da Justiça ou da Segurança Pública. Hoje, ele teria 100% o perfil que o governo precisa para ocupar o novo Ministério da Segurança Pública, que pretende criar. Nesse cenário, ele continuaria no comando da PF, não como diretor-geral, mas indicando quem ocuparia o cargo”, afirma.

De acordo com Pires, as definições devem ficar para fevereiro, em razão do recesso parlamentar. “Para o governo, fica difícil fazer mudanças pontuais na véspera de uma reestruturação mais ampla”, observa, ao citar pastas como Economia e Educação. Na avaliação do jornalista, caso o governo avance na criação do Ministério da Segurança Pública, será necessário indicar para a Justiça um nome com forte perfil político, evitando a percepção de enfraquecimento da pasta.

Nomes cotados

  • Andrei Rodrigues
  • Marco Aurélio Carvalho
  • Rodrigo Pacheco
  • Tarso Genro
  • Vinícius Carvalho
  • Wellington César Lima e Silva

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