Leite defende agenda de reformas e Plano Rio Grande como política de Estado

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Leite defende agenda de reformas e Plano Rio Grande como política de Estado

Governador e vice participaram de encontro com órgãos de imprensa do interior e avaliaram penúltimo ano de gestão

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Atualizado sexta-feira,
12 de Dezembro de 2025 às 10:09

Leite defende agenda de reformas e Plano Rio Grande como política de Estado
Em mais de duas horas de conversa, Eduardo Leite e Gabriel Souza detalharam ações em saúde, infraestrutura e movimentos para 2026 (Foto: ADI Multimídia)

Com o objetivo de estreitar relações e demonstrar a relevância dos veículos de comunicação do interior gaúcho, representantes da ADI Multimídia e do Grupo de Diários, participaram de um almoço no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, em Porto Alegre, com o governador Eduardo Leite (PSD), com o vice-governador Gabriel Souza (MDB), com o secretário de Comunicação do RS, Caio Tomazeli e o secretário-adjunto, Maicon Bock. O Grupo A Hora foi representado pelo Diretor Executivo do grupo, Adair Weiss, e pelo diretor do grupo em Pelotas, Régis Nogueira.

Leite e o vice-governador analisaram os desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul, a continuidade das ações do Plano Rio Grande, a relação com o governo federal, a disputa pela sucessão estadual em 2026 e as perspectivas políticas diante dos impactos das enchentes. Em mais de duas horas de conversa, ambos detalharam estratégias e leituras internas do governo sobre economia, infraestrutura, saúde, obras, dívida pública, reforma administrativa e ambiente eleitoral.

Eles analisaram os desafios enfrentados pelo Rio Grande do Sul, a continuidade das ações do Plano Rio Grande, a relação com o governo federal, a disputa pela sucessão estadual em 2026 e as perspectivas políticas diante dos impactos das enchentes. Ambos detalharam estratégias e leituras internas do governo sobre economia, infraestrutura, saúde, obras, dívida pública, reforma administrativa e ambiente eleitoral.

Sobre a reconstrução do Estado pós-enchentes

Leite diz que o Estado vive “o maior desafio de sua história”, reforçando que o processo de reconstrução precisa ir além da resposta emergencial. “Temos que ter clareza de que não se trata apenas de recuperar o que foi destruído, mas de reconstruir de forma diferente. O padrão de eventos climáticos extremos se repete, então precisamos fazer obras e políticas públicas que reduzam a vulnerabilidade. O Plano Rio Grande não é uma marca de governo, é uma política de Estado”.

Souza acrescenta que o governo trabalha com uma estrutura de governança permanente para enfrentar eventos climáticos. “Aprendemos muito em 2023 e agora em 2024. Criamos protocolos novos, centralizamos informações e tomamos decisões em ritmo de operação de guerra. A estrutura montada hoje ficará como legado. O Rio Grande do Sul não pode mais improvisar diante de catástrofes.”

Infraestrutura e obras prioritárias

Leite destaca que o Estado nunca teve tantos projetos simultâneos. “Estamos executando a maior carteira de obras da história. Não é frase de efeito. As concessões de rodovias, o Avançar e os investimentos diretos estão permitindo que façamos em quatro anos o que não conseguimos fazer em décadas”. Souza, que coordena parte das articulações com municípios e órgãos federais, reforça os investimentos na área. “Os prefeitos sabem que o fluxo de obras é real, porque tem recurso garantido. E na reconstrução pós-enchentes vamos priorizar pontes, contenções, acessos municipais e redes de água”.

Dívidas dos hospitais e filas na saúde

Uma das áreas mais citadas nas perguntas encaminhadas pelos jornalistas diz respeito a situação da saúde nos municípios. “Efetuamos pagamentos recordes nos últimos dois anos. Temos atrasos pontuais ligados aos efeitos da calamidade, mas estamos ajustando o fluxo. O Estado não deixará nenhum prestador desassistido”, afirma o governador. A respeito da fila de cirurgias e procedimentos, Leite reforça ter compromisso de retomada. “O SUS Gaúcho permitiu avanços, como mutirões e repasses extras. Agora, com a enchente, houve obviamente interrupção. Mas retomaremos ainda mais forte. O gaúcho não ficará sem atendimento”. Já Souza lembra que o RS foi um dos primeiros estados a criar política própria de regulação. “Os mutirões deram resultado, mas precisamos integrar melhor as regiões e ampliar a contratualização. A tragédia impactou estruturas de hospitais inteiros”.

Reforma administrativa e futuro do Estado

O governador voltou a defender mudanças estruturais. “O RS só vai conseguir dar a volta completa se seguir com reformas. Tem questões do serviço público, previdência, carreiras e organização interna que precisam ser atualizadas. Não é contra servidor, é a favor do Estado”.
Sucessão de 2026 e ambiente político

Leite afirma que não será candidato em 2026, mas comenta os movimentos nacionais e estaduais. “O Rio Grande do Sul precisa de continuidade, não de ruptura. Quem vier depois terá que entender que o processo de reconstrução vai atravessar gestões. Em nível nacional, ainda é cedo para análise definitiva, mas o país está muito polarizado e isso exige responsabilidade”.

Já o vice-governador Gabriel Souza diz que está à disposição do partido, mas sem formalizar pré-candidatura. “Não trato isso como uma ambição pessoal. Sou um servidor público que está onde o partido e o projeto acharem necessário. Se for para disputar o governo, farei com responsabilidade. Se não for, estarei junto da mesma forma”.

Sobre o futuro do Estado

Leite defende a necessidade uma agenda comum. “A reconstrução é nosso eixo. Passamos pela maior crise climática do país. Nós, como sociedade, precisamos trabalhar juntos. Política não pode atrapalhar essa reconstrução”, finaliza.

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