O governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT) e da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), está realizando um amplo mapeamento dos ecossistemas de inovação gaúchos. A pesquisa, que conta com o apoio da Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação (Regimpe), busca coletar dados e métricas para embasar a criação de políticas públicas mais eficazes e direcionar investimentos.
Parques tecnológicos e incubadoras de todo o RS, incluindo o Pelotas Parque Tecnológico, foram convidados a responder a um questionário detalhado, que vai desde o faturamento das empresas residentes e não residentes nos últimos sete anos (de 2018 a 2024), até a infraestrutura, a gestão e a percepção dos líderes sobre o cenário estadual.
Rosani Boeira, diretora do Pelotas Parque Tecnológico, explicou a importância do levantamento. “Essa pesquisa é essencial para que o Estado possa, de fato, promover políticas públicas. Já houve manifestação de que em 2026 haverá recursos para os ambientes de inovação. Responder ao questionário nos permite mostrar todo o potencial do nosso Parque e da nossa estrutura”, afirma.
Parque Tech: um modelo único de gestão único
O Pelotas Parque Tecnológico se posiciona como um ponto estratégico no mapa da inovação. Rosani explica que existe um diferencial na sua administração, baseado na ‘quadrupla hélice’: envolve o governo municipal, as instituições de ensino, as empresas e a sociedade civil. Enquanto isso, a maioria dos parques no RS tem a gestão concentrada apenas na universidade.
Essa gestão ampliada permite ao parque pelotense uma atuação mais conectada com toda a sociedade. Além de incubar startups e fomentar o empreendedorismo, o espaço desenvolve atividades sociais com escolas e alunos, buscando estimular a inovação desde a base escolar.
Em 2026, o Parque Teh completará dez anos de atuação. Atualmente, possui cerca de 65 empresas vinculadas e 25 instituições parceiras. Um dos projetos de destaque é o InovaPel, um programa de capacitação que já está no seu quarto ano, ampliando o acesso da comunidade à cultura de inovação.
O papel das incubadoras
A pesquisa do governo do Estado abrange separadamente as incubadoras, reconhecendo seu papel na geração de novas empresas. A Incubadora de Base Tecnológica da UFPel – Conectar, por exemplo, destaca a relevância do mapeamento para o aprimoramento local.
Segundo Adalice Kosby, administradora da Conectar, o levantamento oferece um diagnóstico crucial: “a pesquisa pode ajudar as incubadoras de Pelotas ao oferecer um diagnóstico detalhado sobre a realidade das Incubadoras de base Tecnológicas no contexto estadual, permitindo compreender melhor suas características, desafios e potencial de impacto econômico.”
Adalice explica que os dados permitirão comparar a situação das incubadoras pelotenses com a de outras regiões, identificando boas práticas e oportunidades de cooperação. “Os resultados poderão orientar a formulação de ações públicas e privadas mais adequadas à realidade local, fortalecendo o papel das incubadoras de Pelotas dentro do Ecossistema Gaúcho de Inovação”, comenta.
