Encerrado o período de inscrições do Programa Terra Forte, iniciativa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul voltada à recuperação e melhoria das condições de solo em propriedades rurais, a região sul registrou 4.127 produtores inscritos. O balanço foi apresentado por Ronaldo Maciel, chefe do escritório regional da Emater, que avaliou positivamente o interesse dos agricultores e pecuaristas.
Segundo Maciel, o levantamento mostra a diversidade de atividades representadas entre os inscritos. “Tivemos 388 produtores da pecuária de leite, 706 da fumicultura, 1.007 de grãos, 580 da olericultura, 1.117 da pecuária de corte, 299 da fruticultura e 10 da silvicultura, além de outros 20 com culturas diferenciadas, como cana-de-açúcar e plantas medicinais”, detalhou.
Entre os inscritos, 3.066 são agricultores familiares, 348 pecuaristas familiares, 161 quilombolas, 547 assentados e cinco indígenas. Canguçu foi o município com maior número de interessados — 728 produtores — seguido de São Lourenço do Sul (595), Pelotas (392) e Dom Pedrito (348). Do total, 72,1% dos inscritos são homens e 27,9% mulheres.
Próximas etapas
A próxima etapa do programa começa na próxima semana, quando os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural, em conjunto com a Emater, realizarão reuniões nos 22 municípios da região para selecionar 1.066 produtores que receberão os recursos e cerca de 20% de suplentes, que poderão ser chamados em caso de desistências. “Cada município tem um número definido de beneficiários. Em Canguçu, por exemplo, serão selecionados 199 produtores”, explicou o chefe da Emater.
Os contemplados terão acesso a recursos para implementar projetos de melhoria das condições de solo e outras ações voltadas à produção, saneamento básico, preservação ambiental e uso de energias renováveis, como a fotovoltaica. Também estão previstas melhorias no acesso à água e à internet no campo, integrando as dimensões produtiva, social e ambiental.
Maciel destacou que o programa é resultado dos impactos das enchentes de 2024, que causaram sérios prejuízos ao solo e à produtividade no Estado. “O Terra Forte vem para recompor as propriedades afetadas e transformar essas unidades em referências. Cada uma delas deverá multiplicar as práticas implantadas, alcançando mais de 10 mil produtores nos dois primeiros anos do programa”, afirmou.
Após a seleção dos beneficiários, está prevista para a segunda quinzena de novembro a fase de diagnóstico das propriedades, com visitas técnicas e elaboração dos projetos. As ações deverão priorizar atividades já existentes nas propriedades, buscando fortalecer práticas sustentáveis e aumentar a produtividade a partir do cuidado com o solo.
