Cais de importante empresa rio-grandina é envolvido em crime de contrabando

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Cais de importante empresa rio-grandina é envolvido em crime de contrabando

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Há 100 anos

Uma confusão no cais do Frigorífico Swift, em Rio Grande, trouxe transtornos à direção da famosa empresa. O problema ocorreu quando a inspetoria da alfândega local descobriu várias peças de vestuário contrabandeadas em um vapor que esperava o carregamento.

Os navegadores tentaram discutir e depois fugir, mas foram pegos e presos. A notícia chegou à imprensa pelotense e causou espanto, porém o incidente não atingiu o nome da importante indústria. Naquela época a empresa Swift tinha seis anos de funcionamento.

Uma cidade dentro da cidade

Inaugurado em 19 de setembro de 1918, o Frigorífico Swift representou um marco no desenvolvimento econômico e urbano de Rio Grande. A construção, iniciada em 1917, mobilizou centenas de trabalhadores e, em funcionamento, chegou a empregar até duas mil pessoas, consolidando-se como a maior empresa da cidade naquele período.

A Companhia Swift do Brasil S.A., filial da empresa norte-americana, instalou seu parque industrial junto ao Porto Novo, em uma área de cerca de 27 hectares. O complexo era formado por diversos prédios especializados em diferentes etapas da produção, além de contar com infraestrutura que transformava o espaço em uma verdadeira “cidade dentro da cidade”.

Havia residências destinadas a funcionários e técnicos estrangeiros, posto de saúde, laboratório, restaurante e até um cais próprio, construído para agilizar o carregamento dos navios com destino ao mercado internacional. A Companhia de Bondes de Rio Grande também criou uma linha especial para transportar os empregados até o frigorífico, reforçando a importância do empreendimento para o cotidiano local.

Símbolo

Ao longo de décadas, milhares de pessoas dependeram direta ou indiretamente das atividades da Swift, dentro e fora de seus muros. Mais do que um polo industrial, o frigorífico tornou-se símbolo da modernização e da inserção da cidade no cenário econômico global do início do século 20.

Fontes: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; Bibliotheca IBGE

Há 50 anos

Prefeito quer o Jirgs de volta a Pelotas

Jirgs de 1975 foi em Santo Ângelo (Foto: Reprodução)

O prefeito Ary Alcântara enviou um ofício ao Departamento de Educação Física e Desportos da Secretaria da Educação e Cultura do Estado, solicitando que os jogos Intermunicipais do Rio Grande do Sul voltassem a acontecer em Pelotas. A expectativa era de acolher o evento em 1976.

Entre as justificativas para trazer o evento para Pelotas, o prefeito lembrou que o município tinha tido uma experiência bem-sucedida em 1970. “Pelotas possui as condições necessárias para sediá-los outra vez”, avaliou Alcântara.

Enquanto as conversas políticas avançavam, as equipes de atletismo do Conselho Municipal de Desportos eram alvo de um trabalho intenso e preparatório para a edição de número nove do Jirgs, que ocorreu em outubro de 1975, em Santo Ângelo.

Fontes: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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