Morre a caminho do Brasil o príncipe Gastão de Orleáns

Opinião

Ana Cláudia Dias

Ana Cláudia Dias

Coluna Memórias

Morre a caminho do Brasil o príncipe Gastão de Orleáns

Por

Há 103 anos

Morreu em 28 de agosto de 1922, o príncipe consorte Gastão de Orléans (1842–1922), o Conde d’Eu, que deixou registros importantes de sua passagem por Pelotas no século 19. Membro da realeza francesa e genro de Dom Pedro II, esteve na cidade em duas ocasiões, sempre ligado a compromissos da família imperial.

A primeira visita ocorreu em 1865, quando acompanhava a comitiva imperial durante a campanha de Uruguaiana, no contexto da Guerra do Paraguai. Oficialmente integrado ao Exército brasileiro, foi efetivado como marechal e participou das movimentações militares que culminaram na rendição paraguaia. Em seu itinerário pelo Rio Grande do Sul, a região de Saicã integrou os percursos registrados na chamada “Viagem Militar”, que durou cerca de 85 dias.

Segunda visita

A segunda estadia em Pelotas foi em 1885, quando chegou à cidade em 6 de fevereiro ao lado da esposa, a princesa Isabel. O casal permaneceu por nove dias, até 1º de março, período em que se hospedou no antigo palacete da rua Félix da Cunha esquina com a rua Tiradentes, onde hoje funciona a Faculdade de Tecnologia do Senac.

Gastão deixou impressões marcantes sobre a paisagem urbana. Em suas anotações, descreveu a então Praça da Regeneração — atual praça Coronel Pedro Osório — como um cenário de rara beleza: “Na Praça, encanto da famosa Pelotas (…) Nem os squares do Rio, onde o tapete verde das pelouses estende-se quadras (…) são na sua expressão exata um jardim, como a da linda praça. Fica-se encantado! É toda uma colossal vitrina de jóias (…).”

Esses registros reforçam a importância de Pelotas no roteiro da família imperial brasileira. Histórias como essa reforçam a memória a respeito de uma cidade que se destacava pela pujança econômica e cultural, no século 19.

Causas naturais

O conde d’Eu morreu no ano de 1922, de causas naturais, a bordo do navio Massilia, que mais uma vez o trazia ao Brasil, para a celebração do primeiro centenário da independência do país. Ele e a princesa Isabel também estão sepultados atualmente no Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis.

Fontes: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense; wikipedia.org

Há 80 anos

Bromberg homenageia funcionário que completa 50 anos de trabalho

Empresa ofereceu um churrasco Jóquei Clube (Foto: Reprodução)

O aniversário de 50 anos de trabalho de Alfredo Rodrigues Guimarães, da empresa Bromberg S. A. não só mobilizou os colegas do antigo funcionário, mas também extrapolou o ambiente da empresa e foi saudado por muitas pessoas da comunidade de Pelotas.

Guimarães atuou na gerência e procuradoria das seções do atacado, varejo e escritórios, na filial de Pelotas. Os procuradores da Bromberg realizaram um jantar em homenagem ao colega, no Clube Comercial. Deste evento participaram Luiz Siegmann e Tito Boeira Guedes, respectivamente diretor e secretário geral da empresa.

O funcionário recebeu dos colegas um estojo com caneta Parker. O jubileu de ouro também foi celebrado também com um churrasco de ovelha no Jóquei Clube de Pelotas. O almoço foi oferecido pela empresa e reuniu cerca de 400 pessoas, entre funcionários e convidados.

Fontes: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

Há 50 anos

Paulo Renato Caruccio expõe na Bibliotheca

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura apresentou em 28 de agosto de 1975 a exposição do artista pelotense, Paulo Renato Pires Caruccio, na Bibliotheca Pública Pelotense. A mostra levou ao público quadros em grafite (com retratos e transfigurações). A atração foi encerrada em 13 de setembro do mesmo ano. Na sequência, Caruccio levou suas telas para uma exposição na capital do Estado.

Para esta exposição Caruccio, preparou 15 quadros. Quanto ao estilo próprio diz ter por base o renascimento, o barroco, mas sempre muito natural e instintivo, sem seguir escola alguma, pois a espontaneidade é uma constante nos seus trabalhos.

Paulo Renato Caruccio começou a pintar aos nove anos de idade, e seu primeiro prêmio foi alcançado aos 14 anos em concurso promovido por um grupo de escoteiros de Pelotas.

Em 1969 participou de uma mostra individual em Pelotas. No mesmo ano, apresentou seus trabalhos na 1ª Mostra de Autodidatas inaugurada por Paschoal Carlos Magno.

O artista também transitou por São Paulo e Rio de Janeiro, onde aperfeiçoou a sua arte. Também em São Paulo, participou do Salão do Artista Jovem de 1965.

Fontes: Diário Popular/Acervo Bibliotheca Pública Pelotense

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