Ventos favoráveis à vazante nos molhes da barra garantiram um alívio temporário às famílias atingidas pelas enchentes em São Lourenço do Sul, Pelotas, Rio Grande e São José do Norte. O pico de elevação da Lagoa, previsto para esta quinta-feira (3), não se confirmou, e as cotas ficaram abaixo do previsto.
Dos pontos de monitoramento da Lagoa dos Patos pelo Centro Interinstitucional de Previsão e Prognóstico de Eventos Extremos (Ciex/Furg), no início da tarde desta quinta, somente em São Lourenço do Sul o nível estava seis centímetros acima da cota de inundação.
A professora e coordenadora do Ciex/Furg, Elisa Fernandes, explica que, em função do enfraquecimento dos ventos e dos fortes fluxos de vazante observados no canal dos molhes, não houve alagamentos. “Amanhã (sexta-feira) entram ventos do Nordeste que favorecem ainda mais a vazante”, adianta. Mesmo assim, as equipes seguem elaborando novas previsões.
Em Pelotas, a Defesa Civil segue em prontidão e o reforço da equipe foi na casa de Bombas da Nova Prata, no Laranjal. De acordo com o coordenador municipal, Milton Martins, o local está recebendo melhorias para aumentar a cota de inundação como forma de prevenção caso o nível do canal São Gonçalo suba. “Vamos fazer melhorias na estrada da barra para garantir acesso, pois há previsão de virada de vento. Tanto que entrou mais água na Barra [ontem à tarde] do que pela manhã”, pondera.
Observação
“A perspectiva que seria desfavorável ainda não ocorreu”, comenta o coordenador da região Sul da Defesa Civil, general Márcio André Facin. Em reunião ontem à noite com as equipes do Núcleo Integrado de Previsões, CPPMet e do Ciex/Furg, foram apontados que nos próximos dias os ventos não terão grande intensidade.
Facin lembra que a quantidade de água que veio das cabeceiras dos rios é expressiva, e que não é o momento de baixar a guarda. “Só quando perceber uma redução mais significativa nesses níveis.” Em caso de alteração, as Defesas Civil serão informadas. “Ainda não estamos numa situação de um conforto como nós gostaríamos, mas também não temos uma situação grave, dentro das perspectivas colocadas neste momento”, avalia.
