Há 100 anos
Morte do senador Joaquim Augusto de Assumpção é lembrada pela imprensa
Foi lembrada na imprensa a passagem dos nove anos da morte do advogado e político pelotense Joaquim Augusto de Assumpção, nascido em 18 de julho de 1850. Era filho de Joaquim José de Assumpção, o Barão de Jarau, e de Cândida Clara de Assumpção. O ex-senador morreu no dia 2 de abril de 1916, na terra natal.
Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1872. Filiado ao Partido Conservador, foi eleito vereador à Câmara Municipal de Pelotas em 1887, na qual permaneceu até 1889. Na virada do sistema monárquico para o republicano, o político se filiou ao Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), fundado em fevereiro de 1882, ainda durante a Monarquia.
Assunção foi eleito para o Senado Federal em 1913 e permaneceu no cargo até 1915, quando renunciou ao mandato por motivos de saúde.
Foi ainda um dos fundadores do Banco Pelotense, criado em 1906, e da Companhia de Fiação e Tecidos Pelotense, fundada em 1908. Além disso, atuou também como presidente do Conselho Municipal de Pelotas, cargo que exercia por ocasião da sua morte.
Casa histórica
A casa, na rua Félix da Cunha, onde Joaquim Augusto de Assumpção residia com sua família em Pelotas (RS), e que possui destacado valor histórico, artístico e arquitetônico na cidade, foi comprada em 2005 pelo Banco Santander, que decidiu doá-la à Universidade Federal de Pelotas.
“A casa, construída entre 1884 e 1889, do Senador Augusto Assumpção é uma referência direta do processo de estruturação urbana da cidade de Pelotas. O valor histórico do edifício está diretamente vinculado ao seu proprietário, ligado à vida política e econômica do período de implantação da República no Brasil”, registra do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae).
Fontes: Diário Popular/Acervo Bilbiotheca Pública Pelotense; Fundação Getúlio Vargas
Há 50 anos
Solo da Domingos de Almeida é enviado para Uruguaiana
A prefeitura de Pelotas enviou um recipiente com argila do solo onde está erguido o monumento Marco da República ou Obelisco Republicano, em terras que pertenceram a Domingos José de Almeida, no Areal. O material foi transportado de avião, pela Varig, e entregue à comunidade de Uruguaiana em homenagem ao aniversário da cidade fronteiriça, fundada em 24 de fevereiro de 1843.
Em 1974, o município da fronteira homenageou o charqueador, industrial e armador mineiro Domingos de Almeida (1797-1871), com um monumento. A estátua marcava a participação de Almeida na fundação de Uruguaiana.
Revolução Farroupilha
Em 1840, durante a Revolução Farroupilha, Domingos de Almeida determinou a criação de uma planta para a nova povoação que viria a ser a cidade de Uruguaiana. A ideia era ter uma vila de apoio ao comércio com Buenos Aires já que as forças imperiais haviam conquistado as cidades de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre impedindo as ações comerciais dos farroupilhas.
O monumento foi instalado na praça Farroupilha, ampliada na década de 1970. O prefeito da época, Antônio Augusto Brasil Carús autorizou a construção de uma estrutura para abrigar a Centelha da Chama Crioula durante as comemorações da Semana Farroupilha. Logo depois dessa construção, a área, por solicitação do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), foi cedida para administração e cuidados da 4ª Região Tradicionalista, que ao longo dos anos realizou melhorias na estrutura.
Em Pelotas
Domingos José de Almeida foi homenageado, em Pelotas, com o primeiro monumento erguido no Brasil em honra de um republicano, o Obelisco de Pelotas, em 20 de setembro de 1885. A construção foi organizada por Álvaro Chaves.
Fontes: Diário Popular/Acervo Bilbiotheca Pública Pelotense; prefeitura de Uruguaiana. wikipedia.org